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UE admite "medidas restritivas" pela repressão dos protestos no Irão

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Foto EPA

A União Europeia (UE) pretende sancionar o Irão através de "medidas restritivas" pela "morte de Mahsa Amini e a forma como as forças de segurança reagiram às manifestações", indicou hoje o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell.

"Com os Estados-membros, continuaremos a examinar todas as opções à nossa disposição, incluindo medidas restritivas", declarou Borrell perante os deputados do Parlamento Europeu reunidos em sessão plenária em Estrasburgo.

Borrell adiantou que os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE vão analisar as possíveis "medidas restritivas" quando se reunirem em finais de outubro no Luxemburgo.

Previamente, o Governo francês tinha anunciado estar a preparar, no âmbito da União Europeia (UE), um pacote de sanções, incluindo o congelamento de bens e a proibição de viagens, a responsáveis pela repressão no Irão, anunciou hoje a diplomacia francesa.

Pelo menos 154 pessoas morreram às mãos das forças de segurança iranianas na sequência dos protestos que se seguiram à morte, a 16 de setembro, da jovem Amini, indicou hoje a organização não-governamental Human Rights Iran (HRI).

Essas manifestações foram desencadeadas pela morte, em 16 de setembro, de Mahsa Amini, após ter sido detida três dias antes pela polícia da moralidade por não usar corretamente o véu islâmico, obrigatório no país.

As autoridades iranianas estimam o número de mortos em cerca de 60, incluindo 12 membros das forças de segurança, reconhecendo que foram detidas mais de mil pessoas.