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Guerra no Irão Mundo

Teerão ameaça atacar bases americanas na região se os seus petroleiros forem atacados

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O chefe do estado-maior das forças armadas iranianas, Ali Abdollahi, ameaçou hoje lançar novos ataques contra bases americanas na região se os petroleiros iranianos voltarem a ser alvos.

"O exército americano (...) pediu a evacuação dos petroleiros iranianos para os atacar. Portanto, anuncio que qualquer ataque contra petroleiros iranianos levará a ataques das forças armadas da República Islâmica do Irão às bases americanas na região", declarou o general, citado pela televisão estatal.

Entretanto, hoje à noite foram ouvidas explosões no Irão, na ilha de Kharg, no norte do Golfo, e na cidade portuária de Jask, perto do estreito de Ormuz, noticiaram agências de notícias iranianas.

"O som de várias explosões foi ouvido há alguns minutos em várias áreas da ilha de Kharg", informou a Mehr, enquanto a Fars relatou explosões "em duas fases, a uma curta distância uma da outra" na cidade de Jask.

No último fim de semana, o Irão ameaçou os Estados Unidos de dar uma resposta "mais intensa" criando uma nova "zona interdita" no Estreito de Ormuz "nos próximos dias", anunciou o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Mohsen Rezaï.

Desde sexta-feira, os dois blocos têm-se atacado sobretudo na região do Golfo, onde o tráfego marítimo continua muito reduzido entre o bloqueio do Estreito de Ormuz por parte de Teerão, e o bloqueio marítimo americano imposto, em contrapartida, aos portos iranianos.

Num sinal de endurecimento das posições, Mohsen Rezaï indicou que esta zona "começará na linha de bloqueio da marinha americana e incluirá setores do Golfo", precisou.

"Qualquer navio que entre nesta nova zona será colocado numa lista de sanções", ameaçou o dirigente iraniano.

Na sexta-feira, o Irão tinha começado por visar um porta-aviões e um contratorpedeiro americanos, que "escaparam a múltiplos ataques iranianos não provocados", de acordo com Washington.

O exército americano respondeu no sábado, atacando três petroleiros que, segundo Washington, estavam ligados aos Guardas da Revolução, enquanto a força armada iraniana afirmou depois ter visado, em retaliação, três petroleiros no estreito de Ormuz.