Israel e EAU querem reforçar cooperação contra extremistas após incidente no voo da FlyDubai
Os Emirados Árabes Unidos (EAU) e Israel concordaram hoje reforçar a cooperação "contra elementos extremistas" que ameaçam ambos os países, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita após uma conversa telefónica com o homólogo dos Emirados.
"Manifestámos a nossa determinação mútua em reforçar as relações entre os nossos dois países a todos os níveis e em cooperar contra os elementos extremistas que procuram prejudicar a segurança" da região, afirmou num comunicado o ministro israelita Gideon Saar, após uma conversa telefónica com Abdallah ben Zayed Al Nahyane.
Esta chamada telefónica surge depois de um voo da companhia dos Emirados Árabes Unidos FlyDubai com destino a Telavive ter sido obrigado a aterrar de emergência na Arábia Saudita, na sequência de uma altercação entre os dois pilotos.
O avião já aterrou, entretanto, em Telavive.
O avião da FlyDubai partiu de Tabuk, na Arábia Saudita, onde tinha aterrado de emergência no seguimento do incidente violento entre os dois pilotos, que fez com que a aeronave caísse de 34 mil pés para 16 mil pés --- cerca de 5 mil metros - antes de a situação ser controlada por outras pessoas na cabine.
O piloto, cidadão dos Emirados Árabes Unidos, ficou gravemente ferido em resultado de esfaqueamentos por parte do seu parceiro de 'cockpit', natural de Omã, que também sofreu ferimentos.
Ambos foram depois transportados para o hospital.
O Centro Nacional de Segurança dos Transportes da Arábia Saudita anunciou ter dado início a uma investigação para esclarecer as circunstâncias do incidente.
"Uma equipa de investigação de segurança já iniciou os seus trabalhos. O Centro trabalha em coordenação com as autoridades competentes para esclarecer as circunstâncias do incidente, verificar os aspetos relacionados com a segurança da aviação e recolher as informações e provas pertinentes", afirmou o organismo num breve comunicado publicado na sua conta oficial na rede social X.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou entretanto que se tratou de um "incidente de segurança extremamente grave" e deu ordens às agências de segurança israelitas para se prepararem para outras "possíveis ameaças adicionais".
Por seu lado, o ministro da Defesa, Israel Katz, foi mais longe e classificou o acontecimento como uma "tentativa de atentado terrorista jihadista".
O piloto e o copiloto do avião ficaram feridos e foram transportados para o hospital após a aterragem em Tabuk, indicou o aeroporto saudita num comunicado.
A FlyDubai confirmou num comunicado o incidente na cabine de pilotagem, mas pediu que se "evitassem especulações prematuras" até que as causas do incidente fossem esclarecidas.
No plano de voo original, o avião deveria fazer a ligação entre Dubai e Telavive, mas o incidente levou a que a viagem fosse interrompida na Arábia Saudita, onde aterrou graças a outros dois pilotos que se encontram fora de serviço entre os passageiros.