Juventude do Chega exige novo modelo de apoios às viagens a funcionar antes do Natal
A estrutura de juventude do Chega-Madeira emitiu, esta tarde, um comunicado em que considera "vergonhoso e inaceitável" que o Governo da República continue sem assegurar a plena operacionalização do novo Mecanismo de Continuidade Territorial, apesar de as alterações já terem sido aprovadas pela Assembleia da República, promulgadas pelo Presidente da República e publicadas em lei.
A estrutura jovem do partido recorda que as mudanças aprovadas incluem a integração das agências de viagens no sistema. Com esta alteração, os residentes podem pagar apenas o valor fixo que lhes corresponde, sem terem de adiantar centenas de euros pelo preço integral da passagem e esperar depois pelo reembolso. "Esta é uma reivindicação antiga dos madeirenses e foi uma batalha que o Chega travou na Assembleia da República. Conseguimos mudar a lei. O que é absolutamente vergonhoso é que, meses depois, o governo continue sem transformar aquilo que foi aprovado numa realidade para as pessoas", afirma Renata Rocha, coordenadora da Juventude Chega, citada no mesmo comunicado.
A Juventude Chega-Madeira manifesta preocupação com a aproximação do Natal, período marcado pelo aumento da procura nas ligações entre a Madeira e o continente, sobretudo por parte de estudantes deslocados que regressam à Região para passar a época com as famílias. "O Natal aproxima-se a passos largos e milhares de estudantes madeirenses vão querer regressar a casa. Quantos terão novamente de adiantar centenas de euros porque o Governo da República não conseguiu executar uma lei aprovada há meses?", questionou Henrique Mota, também coordenador da mesma estrutura.
A organização sublinha ainda que a própria informação oficial do Governo, atualizada em setembro, reconhece a existência de limitações técnicas na adaptação dos sistemas às alterações introduzidas pela Lei n.º 23/2026, e que as entidades envolvidas continuam a trabalhar na implementação das novas regras.
A Juventude Chega-Madeira responsabiliza igualmente o Governo Regional, considerando que deveria exercer uma pressão política mais intensa junto do Governo da República para exigir a resolução imediata da situação. "O Governo Regional devia estar todos os dias a bater à porta do Governo da República até isto estar resolvido. Não basta fazer declarações e encolher os ombros. Estamos a falar de uma lei que melhora concretamente a vida dos madeirenses e de uma conquista que continua presa à incapacidade dos governos para a executar", afirmou João Sousa, outro coordenador da Juventude Chega-Madeira.