DNOTICIAS.PT
País

Morreu Maria do Carmo Romão, antiga deputada e provedora da Santa Casa

António José Seguro destacou a firmeza na defesa do feminismo e da igualdade de oportunidades

None
Foto Facebook 

A antiga deputada socialista e antiga provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa Maria do Carmo Romão morreu na sexta-feira, em Faro, sua cidade natal, aos 89 anos, anunciou hoje fonte familiar.

O Presidente da República, António José Seguro, lamentou a morte de Maria do Carmo Romão, destacando a “firmeza” com que defendeu causas como o feminismo e a igualdade de oportunidades.

“Foi com pesar que o Presidente da República tomou conhecimento do falecimento de Maria do Carmo Romão”, pode ler-se numa nota publicada no ‘site’ oficial da Presidência da República.

Para António José Seguro, Maria do Carmo Romão “era uma mulher de fortes convicções, que abraçou com firmeza causas como o feminismo, a igualdade de oportunidades e a justiça social”. O chefe de Estado apresentou ainda à família e amigos “as mais sentidas condolências”, salientando que a antiga deputada deixa “um exemplo de cidadania e de inspiração para as novas gerações”.

Maria do Carmo Romão Sacadura Santos foi provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa entre Janeiro de 1996 e Dezembro de 2001. Foi também eleita deputada socialista à Assembleia da República em três legislaturas, a VII, VIII e IX, tendo integrado as duas primeiras durante os Governos liderados por António Guterres e a última durante os executivos de Durão Barroso e Pedro Santana Lopes.

Anteriormente, em 1989, tinha sido nomeada secretária-adjunta do Governador de Macau pelo Presidente Mário Soares.

Depois do 25 de Abril, foi presidente da Comissão da Condição Feminina, organismo público que deu origem à actual Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género.

Nascida a 25 de Agosto de 1937, em Faro, era filha de um casal de pequenos agricultores. Frequentou a instrução básica e liceal na cidade natal e, posteriormente, o curso de Direito na Faculdade de Direito de Lisboa.

No início da década de 1960 ingressou no então Ministério das Corporações, onde exerceu vários cargos dirigentes, segundo a família.