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Madeira

"Esta economia mata"

D. Nuno Brás pede uma nova atitude perante quem vive "nas franjas" da sociedade

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"Esta economia mata." A frase, repetida pelo Papa Francisco e já retomada pelo Papa Leão, marcou hoje a intervenção de D. Nuno Brás na abertura do 5.º Congresso Mais Social, em Câmara de Lobos.

O Bispo do Funchal defendeu que a actual organização económica não pode deixar de fora pessoas que continuam sem condições para viver com dignidade. "A economia é uma ciência, tem as suas regras, tem a sua organização, mas esta economia mata", afirmou.

Para D. Nuno Brás, não estará necessariamente em causa uma revolução das leis económicas, mas a necessidade de "uma nova atitude" perante a realidade social e, em particular, perante aqueles que vivem "nas franjas" da sociedade.

"Enquanto houver pessoas que não conseguem resolver os seus problemas familiares, os seus problemas pessoais, nós precisamos de não descansar", sublinhou.

O Bispo do Funchal apontou o Congresso Mais Social como uma oportunidade para encontrar novas linhas de orientação para uma intervenção social capaz de tornar a vida "mais humana e mais digna", garantindo a todos o acesso ao que lhes pertence "pelo facto de serem humanos".

D. Nuno Brás destacou ainda o papel que o congresso tem vindo a assumir na reflexão sobre a intervenção social das instituições que apoiam as pessoas mais desfavorecidas, defendendo que esta reflexão deve traduzir-se em respostas concretas.