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EUA e China opõem-se a novas regulamentações em matéria de IA

O Presidente chinês aterrou na quarta-feira na capital norte-americana para uma visita de Estado de três dias.
O Presidente chinês aterrou na quarta-feira na capital norte-americana para uma visita de Estado de três dias., Foto EPA/JIM LO SCALZO

O Presidente norte-americano rejeitou hoje mais regulamentações aplicadas à Inteligência Artificial (IA) e definiu este como um dos temas centrais nas conversações com o homólogo chinês, Xi Jinping, que partilha essa posição.

"Um dia importante com o Presidente Xi da China. A superinteligência (SI) será um tema-chave de discussão, mas quero deixar as coisas exatamente como estão. Essa é também a posição da China. A nossa garantia é o Departamento de Justiça!", afirmou na sua rede social Truth Social, referindo-se à IA como 'superinteligência', um termo que cunhou durante o seu discurso no debate geral da 81.ª Assembleia-Geral da ONU.

O líder republicano considerou ainda que o sistema jurídico norte-americano é suficiente para controlar esta tecnologia.

"A nossa salvaguarda é o Departamento de Justiça", acrescentou.

O Presidente chinês aterrou na quarta-feira na capital norte-americana para uma visita de Estado de três dias.

Numa mensagem divulgada hoje pela agência oficial chinesa Xinhua, Xi defendeu que "os dois países devem ser parceiros, e não rivais". 

Momentos antes da publicação de Trump, o porta-voz do Ministério do Comércio chinês, He Yadong, já tinha confirmado que os líderes de Pequim e Washington dialogaram sobre IA.

Segundo He, as duas partes mantiveram uma troca de opiniões "franca, aprofundada e construtiva" sobre questões económicas e comerciais de interesse comum e alcançaram "vários consensos", sob a orientação dos entendimentos alcançados por Xi Jinping e Donald Trump.

O porta-voz acrescentou que, no âmbito do mesmo mecanismo de consultas, China e Estados Unidos mantiveram "o primeiro diálogo" sobre inteligência artificial, uma questão que tem ganhado peso na agenda bilateral devido à rivalidade tecnológica entre as duas potências e aos debates sobre a segurança dos modelos avançados.

He não forneceu, no entanto, detalhes sobre o conteúdo das conversações nem esclareceu se foram abordados mecanismos de notificação ou gestão de incidentes relacionados com a IA, uma possibilidade discutida em contactos anteriores entre as duas partes.

Na segunda-feira, 20 países e a União Europeia (UE) divulgaram uma declaração conjunta a pedir cooperação internacional para manter a IA sob controlo humano e propuseram a criação de uma nova entidade global para regular os sistemas mais avançados.

Tanto a China como os Estados Unidos não subscreveram a declaração.