Países bálticos pedem fundos adicionais a Bruxelas para defesa contra drones
O ministro da Defesa lituano revelou hoje que a Estónia, Letónia e Lituânia solicitaram financiamento adicional a Bruxelas para a defesa contra drones e a imprensa internacional avançou que o valor requisitado é de 500 milhões de euros.
Os três países bálticos, membros da UE e da NATO, que fazem fronteira com a Rússia e com a Bielorrússia, enviaram uma carta à Comissão Europeia na qual solicitam fundos comunitários adicionais para a defesa aérea, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).
"Os Estados bálticos estão a agir em conjunto, de forma rápida e proativa. Juntamente com os ministros da Defesa da Estónia e da Letónia, contactámos a Comissão Europeia para solicitar financiamento europeu adicional destinado [ao reforço] das nossas capacidades conjuntas de combate aos drones", afirmou o ministro lituano Robertas Kaunas numa declaração escrita.
"Ao protegermos as fronteiras dos Estados Bálticos, estamos também a proteger a fronteira oriental da União Europeia e a contribuir diretamente para a segurança dos nossos cidadãos e dos europeus", argumentou, sem confirmar o montante de 500 milhões de euros avançado pelo jornal finlandês Iltalehti.
Este financiamento "reforçaria significativamente as nossas defesas contra drones e garantiria uma maior interoperabilidade com os nossos parceiros", indicou ainda o ministro, segundo o qual Talin, Riga e Vilnius pretendem dar prioridade à indústria europeia no que diz respeito aos seus fornecimentos.
Estas antigas repúblicas soviéticas têm registado diversas violações do seu espaço aéreo por drones e caças russos desde o início da invasão de Moscovo a Kiev em 2022.
Em maio, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, esteve em Vilnius a garantir apoio da UE, classificando as incursões como "não isoladas" e parte de uma "estratégia deliberada da Rússia para desestabilizar as sociedades democráticas".
A NATO reforçou a presença na região do Báltico com meios de vigilância e navios de defesa aérea.
Estes incidentes têm alimentado receios de escalada no chamado "flanco báltico" da NATO.