DNOTICIAS.PT
Mundo

Um homem morto durante ataque de urso na Sibéria

None
Foto Deposit Photos

Um homem morreu na noite passada após um ataque de urso na região russa de Krasnoyarsk, na Sibéria, declararam hoje as autoridades locais, que estão preocupadas com o crescimento da população destes animais.

A população de ursos-pardos na Rússia mais do que duplicou desde 1990, passando de cerca de 130 mil para aproximadamente 307.900 animais, segundo o Ministério do Ambiente russo.

Dezassete pessoas foram mortas por este tipo de animais nos últimos meses na Rússia, de acordo com a agência de notícias estatal TASS.

O homem atacado trabalhava como lenhador e estava a guardar equipamento num barracão no meio da floresta, perto da aldeia de Potapovo, quando ocorreu o ataque.

Embora o número de ataques de ursos se mantenha estável de ano para ano --- entre 20 e 30 anuais, segundo o Ministério do Ambiente ---, o crescimento da população destes animais gera receio de incidentes cada vez mais frequentes.

No início de setembro, os corpos mutilados de duas mulheres, desaparecidas desde 31 de agosto, foram encontrados numa floresta perto da aldeia de Podtyossovo, na mesma região.

Em 06 de setembro, um trabalhador de 40 anos que atravessava a floresta foi também morto por um urso, segundo as autoridades locais. Outras quatro pessoas foram mortas nas semanas seguintes.

Na região vizinha da Cacássia, a cidade de Abaza, com 20 mil habitantes, ficou "praticamente cercada por ursos", segundo o vice-governador da região, Dmitri Butchenik.

Já na região de Irkutsk, também na Sibéria, foi anunciado o estado de alerta devido à deslocação ativa destes animais em direção às aldeias, informou o governador local, Igor Kobzev. Os residentes da região relataram mais de 1.500 aparições de ursos perto de áreas habitadas nas últimas semanas.

Diariamente, são enviadas entre 50 a 70 mensagens a comunicar a presença destes animais às autoridades, segundo Kobzev, que desaconselha passeios em zonas de floresta.

Os ativistas ambientais russos acreditam que os animais selvagens --- como ursos, alces, raposas e javalis --- estão a deslocar-se cada vez mais para as zonas habitadas devido à destruição das florestas, provocada pelos incêndios, pelo corte de árvores e por construções em grande escala que eliminam as suas fontes de alimento.