PCP pede medidas concretas de apoio dado o aumento dos combustíveis
O PCP promoveu, esta tarde, um buzinão contra o preço dos combustíveis, na Avenida do Mar, junto à Assembleia Legislativa da Madeira. Ricardo Lume assumiu que a iniciativa partiu de um clamor da população, pois era necessário dar visibilidade a esta questão e lamenta que as medidas do Governo Regional não vão ao encontro das necessidades reais da população.
O buzinão contou com a participação de vários condutores, que ao passar na Avenida do Mar, juntavam-se a esta manifestação, buzinando. “O valor dos combustíveis aumento, num ano, no gasóleo, mais de 40% e 26% na gasolina. É uma situação de inflação galopante, que tem influência em todos os outros produtos”, assinala o membro do Comité Central do PCP.
“O salário tem uma actualização ano a ano. Os combustíveis na Madeira é de semana a semana”, aponta Ricardo Lume, que acrescentando não existir estabilidade orçamental para as famílias, bem como para as pequenas e médias empresas. O PCP alerta para a importância do buzinão, para ‘acordar’ o Governo Regional para a necessidade de recorrer aos poderes autonómicos para fazer face ao aumento do preço dos combustíveis.
Dando como exemplo os Açores, o partido indica que, em média, paga-se menos 15 cêntimos por litro, do que na Madeira. Além disso, a actualização de preços é feita mensalmente, ao invés de todas as semanas. “Apesar de existirem factores alheios à Região, que provocam a especulação dos preços, a verdade é que temos poderes autonómicos que podiam salvaguardar os interesses dos madeirenses e porto-santenses”, afirma Ricardo Lume.
O PCP lamenta que se faça propaganda de medidas e apoios que são inferiores àqueles que algumas cadeias de supermercados dão aos seus clientes. “O PCP está disposto a intensificar a luta, a termos novas formas de luta, para dar resposta a esta reivindicação das populações. Não podemos continuar com os preços dos combustíveis que temos, com salários de miséria e com custos que colocam em causa a qualidade de vida dos madeirenses e porto-santenses”, assume.