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A Guerra Mundo

Zelensky conta com a ajuda de Trump para pôr fim à guerra antes do Inverno

Foto Lusa
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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, manifestou hoje o desejo de pôr fim ao conflito com a Rússia antes do inverno e afirmou contar com a ajuda do homólogo norte-americano, Donald Trump.

"Espero que ponhamos fim a esta guerra e que o Presidente Trump nos ajude a pôr fim a esta guerra. Acho que precisamos de o fazer, se possível, antes do inverno", disse Volodymyr Zelensky antes de os meios de comunicação se retirarem da reunião que manteve com Donald Trump na sede da ONU em Nova Iorque, onde decorre o debate geral da 81.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas.

Trump, que anteriormente tinha afirmado, a partir da tribuna da Assembleia, que a guerra terminará mais cedo do que muitos pensam, concordou com as palavras de Zelensky.

As perguntas dos repórteres dirigiram-se exclusivamente a Trump, que se mostrou evasivo em todas as suas respostas, segundo a agência de notícias France-Presse.

Questionado sobre se Washington permitirá que Kiev fabrique mísseis intercetores para os sistemas Patriot norte-americanos, Trump respondeu que era algo possível e antecipou que o assunto seria abordado por ambos com as respetivas equipas presentes assim que os jornalistas saíssem da sala.

O líder republicano tinha prometido em julho, durante a cimeira da NATO em Ancara, que lhe concederia as autorizações necessárias para fabricar estes mísseis de defesa aérea, mas depois recuou em algumas das suas declarações.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou numa entrevista à Fox News no início do mês que Washington e Kiev continuavam a negociar as licenças para produção do armamento em solo ucraniano, mas advertiu que, mesmo que se concretize, o processo levaria anos.

Os jornalistas presentes também questionaram o líder republicano se considerava possível uma futura reunião a três que incluísse o homólogo russo, Vladimir Putin, que Zelensky propôs para a cimeira do G20 que se realizará em Miami no mês de dezembro.

Trump limitou-se a dizer que Putin está disposto a encontrar-se com ele, tal como já fez no Alasca, em agosto de 2025.

Posteriormente reafirmou que tanto Zelensky como Putin querem pôr fim à guerra.

Sobre a lei recentemente aprovada pelo Congresso que lhe confere poderes para impor direitos aduaneiros aos países que financiem o esforço de guerra do Kremlin através da compra de petróleo russo, limitou-se a referir que é "muito severa" e que lhe confere grandes poderes.

Questionado ainda sobre se iria abordar o assunto na reunião que tem agendada com o Presidente chinês, Xi Jinping, não deu uma resposta clara e passou a elogiar a sua relação com o homólogo.

A China é o principal comprador de petróleo russo.

Durante o seu discurso durante o debate geral na ONU, Trump garantiu que Washington estava a "trabalhar em estreita colaboração com os líderes da Rússia e da Ucrânia" e que iria "resolver esta situação".

"Acredito que isso irá acontecer mais cedo do que se pensa", adiantou o líder norte-americano, que já fez várias declarações semelhantes sem que se tenham registado progressos reais no sentido de uma resolução do conflito.