Funchal prepara plano para responder à pressão sobre a mobilidade
Concentração de emprego, serviços, equipamentos e turismo coloca a capital madeirense perante o desafio de repensar as deslocações na cidade
A concentração no Funchal dos principais equipamentos culturais e educativos, serviços e oportunidades de emprego, a que se junta a pressão do turismo, está a colocar novos desafios à mobilidade na capital madeirense. A resposta passa por um Plano de Mobilidade Urbana Sustentável, actualmente em elaboração, que deverá servir de base às decisões da Câmara Municipal para os próximos anos.
O documento foi destacado na manhã desta terça-feira pelo presidente da Câmara Municipal do Funchal, Jorge Carvalho, na abertura da conferência ‘O futuro da mobilidade urbana no Funchal: Qual o caminho a seguir?’, integrada na Semana Europeia da Mobilidade.
“É um instrumento que vem permitir um conhecimento adequado para tomar decisões ao nível da mobilidade na definição das políticas municipais de curto, médio e longo prazo”, afirmou o autarca, defendendo que o futuro da mobilidade exige uma reflexão que tenha em conta as várias dimensões que interferem na forma como as pessoas se deslocam na cidade.
Transporte público e individual, mobilidade urbana e eléctrica, turismo, emprego e habitação são algumas das áreas que deverão ser consideradas numa abordagem que Jorge Carvalho pretende integrada. O objectivo é compreender não apenas os meios de transporte utilizados, mas também as razões que levam diariamente milhares de pessoas a deslocarem-se para, dentro e a partir do Funchal.
“É no Funchal onde estão centrados os grandes centros culturais, sociais, desportivos e educativos", lembrou o presidente da autarquia, salientando que “todo este conjunto de equipamentos e capacidade instalada na cidade tem reflexos na mobilidade dos nossos concidadãos”.
É neste contexto que Jorge Carvalho enquadra o trabalho em curso. “Este plano e esta intervenção que se procura ter na mobilidade da cidade é compromisso com quem cá vive, quem cá trabalha e quem nos visita”, afirmou.
Mas a estratégia municipal não deverá ficar limitada à intervenção pública. Durante a Semana Europeia da Mobilidade, a autarquia tem procurado sensibilizar para a alteração de comportamentos, numa área em que, segundo o autarca, as escolhas individuais acabam por determinar o resultado colectivo.
“Independentemente das estratégias, é na acção individual de cada cidadão que as mesmas são facilitadoras da mobilidade”, afirmou Jorge Carvalho, defendendo que “é na soma das individualidades que temos um comportamento colectivo que vai ao encontro dos ensejos de todos”.
A conferência reune diferentes contributos e experiências sobre o futuro da mobilidade urbana, procurando colocar em discussão as opções que o Funchal terá de enfrentar perante uma realidade em transformação.