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Madeira

Vereadores dizem que incêndio no Funchal levanta questões sobre segurança e mobilidade de emergência

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O incêndio ocorrido esta sexta-feira num edifício devoluto na Rua do Sabão, no centro do Funchal, deve servir para uma reflexão sobre a segurança da cidade e a capacidade de resposta perante situações de emergência, defendem os vereadores da Câmara Municipal do Funchal Luís Filipe Santos e Jorge Afonso Freitas.

Incêndio deflagra em edifício na Rua do Sabão

Um incêndio deflagrou esta manhã, pelas 10h36, na parte superior de um edifício habitacional situado na Rua do Sabão, na freguesia da Sé, no Funchal.

Os dois autarcas consideram que esta questão ganha particular importância numa altura em que estará próxima, segundo a agenda do vice-presidente Carlos Rodrigues, a apresentação do PAMUS - Plano de Acção de Mobilidade Urbana Sustentável.

Para os vereadores, o documento deverá contemplar não apenas a mobilidade quotidiana, mas também a circulação dos meios de protecção civil e emergência, nomeadamente bombeiros, ambulâncias e veículos pesados de socorro.

Luís Filipe Santos e Jorge Afonso Freitas pretendem saber quantos edifícios devolutos ou em avançado estado de degradação existem actualmente no concelho, em particular na zona central do Funchal.

Os vereadores querem ainda conhecer quais destes imóveis estão identificados pelo Município como apresentando riscos e que medidas de fiscalização e prevenção têm sido desenvolvidas.

O incêndio desta sexta-feira coloca também em cima da mesa a questão da acessibilidade dos veículos de emergência nas diferentes zonas da cidade.

Segundo os vereadores, foram mobilizados 34 operacionais e 13 meios para combater o incêndio. Apesar de não afirmarem que tenham existido dificuldades durante a operação, defendem que o episódio justifica uma avaliação da capacidade de resposta da cidade perante futuras ocorrências.

A realidade urbana do Funchal, marcada por ruas estreitas, pressão automóvel, estacionamento e operações de cargas e descargas, é apontada como um factor que deve ser considerado no planeamento da mobilidade.

Os autarcas defendem que as alterações à circulação na cidade devem ter sempre em conta a necessidade de garantir a passagem rápida de bombeiros, ambulâncias e outros veículos de emergência.

A questão que colocam é se, perante uma ocorrência de maiores dimensões numa zona congestionada ou de acesso condicionado, os autotanques dos bombeiros conseguiriam chegar rapidamente ao local e sem obstáculos.

Nesse sentido, os vereadores vão solicitar à Câmara Municipal do Funchal informação sobre o levantamento dos edifícios devolutos e degradados existentes no concelho, bem como sobre eventuais estudos, testes ou simulações realizados para avaliar a acessibilidade e os tempos de resposta dos veículos pesados de emergência.

Os dois vereadores defendem ainda que a questão da acessibilidade dos meios de socorro seja integrada no PAMUS.

“Um plano de mobilidade urbana não deve olhar apenas para a circulação quotidiana; deve também considerar aquilo que acontece quando a cidade enfrenta uma emergência”, sustentam.

Para Luís Filipe Santos e Jorge Afonso Freitas, a mobilidade urbana deve ser entendida também como uma questão de segurança.

“Uma cidade verdadeiramente preparada é uma cidade onde, quando cada segundo conta, os meios de socorro conseguem chegar rapidamente, em segurança e sem obstáculos”, defendem.