Mobilidade exige novas respostas
Escassez de motoristas, pressão automóvel no Funchal e fiscalização entre os desafios debitos nas Jornadas Parlamentares do PSD
O reforço dos transportes públicos, a revisão do planeamento e a adaptação às mudanças nos padrões de mobilidade foram apontados esta quarta-feira como prioridades para a Madeira, durante as Jornadas Parlamentares do PSD.
João Pedro Sousa, do Instituto de Mobilidade e Transportes, destacou o papel do SIGA na reorganização da rede rodoviária e a bilhética integrada, considerando que os passes gratuitos e outras medidas procuram tornar o transporte colectivo uma alternativa efectiva ao automóvel.
Paulo Pereira, da CAM - Autocarros da Madeira, alertou, por seu turno, para a escassez de motoristas, subida dos custos operacionais e peso dos combustíveis, defendendo que as condições dos contratos de concessão devem acompanhar esta realidade para garantir a sustentabilidade do serviço.
Já o vice-presidente da Câmara do Funchal, Carlos Rodrigues, considerou que a reduzida utilização dos transportes públicos resulta, em parte, "mais de mentalidade e de cultura do que propriamente de qualidade da oferta". Apontou ainda a concentração de serviços nas zonas mais baixas da cidade como factor de pressão diária sobre o trânsito.
O Plano de Mobilidade Sustentável do Funchal, elaborado em 2018, foi considerado desajustado, estando prevista a sua substituição, embora o novo instrumento deva ultrapassar o actual mandato. Entre as soluções debatidas estiveram novos estacionamentos, incluindo em altura, maior articulação entre entidades e reforço da fiscalização. "Qualquer medida que se possa tomar não terá qualquer efeito se não tiver fiscalização", advertiu Carlos Rodrigues.