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Madeira

JPP considera que “falta de técnicos de diagnóstico reflecte desinvestimento humano”

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O Juntos Pelo Povo (JPP), pela voz da deputada Patrícia Spínola, considera que a recente paralisia de várias salas de exames e o adiamento sistemático de actos médicos urgentes e oncológicos “não são meros imprevistos, mas sim o reflexo direto de uma política assente na propaganda e no desinvestimento crónico no capital humano”.

“O Governo Regional e administração do SESARAM instalam com pompa e circunstância novos equipamentos de Raio-X em diversos centros de saúde locais, como em Machico, na Calheta e em São Vicente, mas mantêm as portas fechadas por falta de Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica para os operar”, denuncia a parlamentar do JPP.

É neste contexto que Patrícia Spínola diz existir incoerências na governação PSD/CDS: “Comprar tecnologia de ponta sem planear a contratação dos profissionais necessários constitui um desperdício inadmissível de dinheiros públicos e um insulto à inteligência dos cidadãos, servindo apenas para alimentar estatísticas eleitorais enquanto as máquinas ganham pó.”

“Esta é uma evidência de incompetência de planeamento e um profundo desrespeito pelos profissionais de saúde. A ausência prolongada de uma direção técnica na área da radiologia e a incapacidade estrutural em substituir profissionais em baixa médica — deixando o Porto Santo em situação limite — geraram uma vaga de escusas de responsabilidade que comprovam a exaustão física e psicológica das equipas”, acrescenta a deputada do JPP.

O maior partido da oposição referencia outro problema: “Ao insistir na desvalorização salarial e na precariedade das carreiras, o SESARAM empurra ativamente os técnicos para o setor privado ou para a emigração, gerando falhas que penalizam gravemente os utentes. Quem vive fora do Funchal vê-se agora obrigado a deslocar-se ao Hospital Dr. Nélio Mendonça para realizar exames básicos, asfixiando uma urgência central já de si sobrecarregada. O JPP alerta que o anúncio reactivo de novos concursos surge apenas sob a pressão sindical e política, funcionando como um remendo temporário que não resolve o problema de fundo.”