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Madeira

Vinho Madeira no centro das atenções mundiais há 36 anos

Edição do DIÁRIO de 15 de Setembro de 1990 destacava o reconhecimento internacional daquele que ainda hoje é um dos principais produtos da agricultura madeirense

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Há 36 anos, a 15 de Setembro de 1990, o DIÁRIO destacava o reconhecimento internacional do Vinho Madeira, que iria estar no centro dos trabalhos da 61.ª Assembleia Geral da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), prevista para o ano seguinte, em Paris. Os vinhos generosos seriam o tema principal, com especial incidência no Madeira, Porto e Jerez.

A decisão tinha resultado de uma proposta apresentada pela representação madeirense integrada na delegação portuguesa que participara na assembleia da OIV realizada na União Soviética.

Perry Vidal, então secretário regional da Economia, salientava a importância daquele organismo, que reunia cerca de 60 países produtores e consumidores e que, naquele ano, juntara aproximadamente 650 delegados.

A Madeira preparava-se para apresentar trabalhos nas áreas da viticultura, enologia e economia do sector.

A notícia revelava também um problema que já então preocupava as autoridades regionais, mais precisamente as imitações do Vinho Madeira no estrangeiro. Perry Vidal relatava ter encontrado na União Soviética falsificações de Madeira, Porto e Champagne e referia contactos com a delegação norte-americana sobre a utilização abusiva da designação Madeira na Califórnia.

O objectivo, dizia o governante há 36 anos, era continuar a "impor o nome Madeira" no exterior e assegurar que o vinho da Região fosse reconhecido e respeitado internacionalmente.

Mas muitos outros temas faziam essa edição do seu DIÁRIO. 

62 mil alunos preparavam o regresso às aulas. O ano lectivo arrancaria a 1 de Outubro e o então secretário regional da Educação, Brazão de Castro, garantia que as escolas estavam preparadas. Apesar da falta de salas em alguns estabelecimentos, assegurava-se que "ninguém ficará na rua".

Madeira discutia a criação de um Museu de Região. Uma proposta apresentada num colóquio da Associação Portuguesa de Museus defendia uma estrutura capaz de transmitir uma visão integrada da Região, relacionando natureza e cultura. Entre os autores estavam Amândio de Sousa, Alberto Vieira e Manuel Biscoito.

Machico ganhava novo acesso ao mar. A praia passava a dispor de um pontão com cerca de 40 metros de comprimento e quatro de largura, que substituía o antigo cais de madeira. A obra, financiada pelo Governo Regional, custara cerca de 30 mil contos.

CDS/Madeira preparava congresso decisivo. Sob o lema 'A Hora da Esperança', o partido preparava o V Congresso Regional, marcado para 6 e 7 de Outubro. Ricardo Vieira prometia que, terminado o encontro, o CDS/M saberia "para onde vai, com quem vai e o que é que pretende".

Acidente mortal no Caminho do Amparo. Um homem de 35 anos morreu depois de ser atropelado por um automóvel que acabou por se despistar para um bananal. O acidente provocou ainda dois feridos.