Quatro arguidos decidem falar no julgamento de burla das viagens na Madeira
Em causa está aquela que é considerada a maior fraude envolvendo o Subsídio Social de Mobilidade, num valor global que ronda os 2,5 milhões de euros
Quatro dos arguidos decidiram prestar declarações no julgamento que arrancou esta terça-feira no Tribunal Judicial da Comarca da Madeira, no Funchal, relacionado com uma alegada fraude na obtenção de subsídios de mobilidade aérea.
Dos 16 arguidos constituídos no processo, 12 estão presentes nesta primeira sessão de julgamento.
Em causa está aquela que é considerada a maior burla envolvendo o Subsídio Social de Mobilidade, num valor global que ronda os 2,5 milhões de euros.
12 arguidos presentes no julgamento da burla das viagens
Arrancou hoje no Funchal o julgamento daquela que é considerada a maior burla com subsídios de mobilidade aérea, no valor de 2,5 milhões de euros.
Segundo a acusação, o esquema terá sido liderado por um agente de viagens do Funchal e terá envolvido a obtenção indevida de reembolsos relativos a viagens aéreas.
Entre os 16 arguidos encontram-se dois advogados, um inspector da Polícia Judiciária e um cantor, além de outros intervenientes que o Ministério Público considera terem participado, em diferentes graus, no alegado esquema.
Os arguidos respondem por crimes de burla qualificada, falsidade informática e falsificação de documento.
No início do julgamento, quatro dos arguidos manifestaram intenção de prestar declarações perante o colectivo de juízes, enquanto os restantes optaram, nesta fase, por não falar.
O julgamento é presidido pelo juiz Alexandre Azadinho, integrando ainda o colectivo as juízas Carla Menezes e Joana Dias.