Extrema-direita lidera sondagem na Alemanha com 30%
A Alternativa para a Alemanha (AfD, extrema-direita) venceria as eleições legislativas, com 30% dos votos, 10 pontos à frente da União Democrata-Cristã (CDU) e dos aliados bávaros da União Social-Cristã (CSU), segundo uma sondagem hoje divulgada.
A AfD alcança pela primeira vez 30% no estudo do instituto GMS, depois de subir dois pontos percentuais em relação ao inquérito realizado em meados de julho.
Em sentido contrário, a CDU/CSU recua três pontos, para 20%, resultado que, juntamente com os 11% atribuídos ao Partido Social-Democrata (SPD), seria insuficiente para reeditar a atual coligação governamental.
Os Verdes surgem em terceiro lugar, com 14% das intenções de voto, mais um ponto do que em julho, seguidos pelo partido A Esquerda (Die Linke), com 11%, também mais um ponto.
O SPD ocupa a quinta posição, mantendo os 11% registados no anterior estudo.
O Partido Liberal Democrático (FDP), com 4%, a Aliança Sahra Wagenknecht (BSW), com 3%, e os Eleitores Livres (Freie Wähler), com 1%, ficariam abaixo da barreira dos 5% necessária para obter representação parlamentar.
Noutra sondagem recente, realizada pelo instituto Insa, 78% dos inquiridos consideraram que o chanceler alemão, o democrata-cristão Friedrich Merz, não é "adequado" para o cargo, contra 14% que avaliaram positivamente a sua capacidade e 8% que não responderam.
A rejeição de Merz estende-se aos próprios eleitores da CDU e da CSU, entre os quais 58% têm uma opinião negativa e 36% uma avaliação positiva.
A sondagem do GMS baseia-se em 1.009 entrevistas realizadas 'online' e por telefone entre 09 e 14 de setembro e apresenta uma margem de erro de três pontos percentuais.
Os resultados surgem uma semana depois de a AfD ter vencido as eleições regionais de 06 de setembro na Saxónia-Anhalt, com 43,8% dos votos e 39 deputados, ficando a três lugares da maioria absoluta.
A CDU obteve 17%, seguida pelo SPD (9,3%), Os Verdes (8,9%), A Esquerda (8,6%) e a BSW (5,3%).
No próximo domingo realizam-se eleições regionais em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental e Berlim, numa altura em que a direção da AfD já reclamou a convocação de eleições federais antecipadas para substituir Merz antes do final do ano.