Conselho de Segurança da ONU debate sanções ao Irão
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) debateu hoje as suas sanções ao programa nuclear iraniano, apesar da oposição da Federação Russa e da China.
O órgão da ONU fez a sessão, sobre a resolução 1737 relativa às sanções pelo programa nuclear iraniano, por o Irão não ter suspendido o seu programa de enriquecimento de urânio.
Esta sessão, programada para se realizar de 90 em 90 dias, reavivou a disputa entre os seus membros pela reativação automática das sanções ao Estado persa, que, segundo a China e a Federação Russa, não é legal.
"A Federação Russa recusa completamente as tentativas de manipular a autoridade do Conselho para se fazer um ajuste de contas políticas com Teerão", afirmou o representante russo na ONU, Vasili Nebenzia.
A questão de fundo está no mecanismo de reposição automática de sanciones ('snapback'), que se ativa quando um Estado membro denuncia um incumprimento significativo do Irão.
Em 2025, França, Alemanha e Reino Unido pediram a sua reativação por alegada negligência iraniana.
Por seu lado, China e Federação Russa solicitaram a extensão por seis meses da resolução que contempla a supressão gradual das sanções da ONU contra o Irão para ganhar tempo para negociar, mas a iniciativa foi rejeitada.
A sessão de hoje voltou a mostrar a divisão do Conselho sobre o assunto.
Russos e chineses opuseram-se, enquanto paquistaneses e somalis a absterem-se.
A representante dos EUA, Jennifer Locetta, justificou a posição do seu país de estender o pacote de sanções com a falta de acesso da Organização Internacional de Energia Atómica (OIEA) ao Irão.
A junta de governadores da OIEA aprovou na quarta-feira uma resolução que critica o Irão por não cumprir as suas obrigações de não-proliferação nuclear e remeteu o assunto para o Conselho de Segurança da ONU.
Esta foi a primeira vez desde 2006 que uma resolução da Junta de Governadores da OIEA sobre Irão e dirigida ao Conselho de Segurança, onde Federação Russa e China têm poder de veto.