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Madeira

Segurança é responsabilidade partilhada

PSP Madeira reduz em 37% a criminalidade violenta e grave

O director nacional da PSP, Luís Carrilho, revelou que a criminalidade geral registou um ligeiro aumento, mas a criminalidade violenta e grave "diminuiu de forma acentuada".
O director nacional da PSP, Luís Carrilho, revelou que a criminalidade geral registou um ligeiro aumento, mas a criminalidade violenta e grave "diminuiu de forma acentuada"., Foto Rui Silva/ASPRESS

O director nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP), superintendente-chefe Luís Carrilho, afirmou hoje que "a segurança é uma responsabilidade partilhada", destacando a articulação entre a PSP, a administração regional e as autarquias, durante a sessão solene comemorativa do 148.º aniversário do Comando Regional da PSP Madeira, no Museu de Imprensa da Madeira, em Câmara de Lobos.

"Numa região marcada pela insularidade, por uma forte dinâmica turística, a articulação entre a administração regional e as forças de segurança é indispensável", afirmou Luís Carrilho, acrescentando que "a PSP valoriza fortemente esta relação de confiança".

O director nacional destacou, em particular, a relação entre a PSP e a Câmara Municipal de Câmara de Lobos, considerando que "demonstra o valor dessa parceria". "A segurança não se constrói isoladamente", reforçou.

Ao assinalar os 148 anos da PSP Madeira, Luís Carrilho afirmou que celebrar esta data "é revisitar a história de serviço público" com quase século e meio.

Sublinhou, contudo, que a acção policial "não se encontra apenas nos indicadores estatísticos, por mais relevantes que sejam", mas também na proximidade às populações. "Perante uma emergência a PSP estará sempre presente", afirmou, defendendo que "polícia próxima não é apenas uma polícia visível".

No balanço da actividade da PSP Madeira em 2026, até 30 de Julho, Luís Carrilho revelou que a criminalidade geral registou um ligeiro aumento, mas a criminalidade violenta e grave "diminuiu de forma acentuada", com uma redução de 37%.

A evolução contrasta com o panorama nacional nos primeiros sete meses do ano, período em que a criminalidade registou um aumento face ao período homólogo de 2025.

O director nacional explicou que parte desse crescimento resulta do aumento dos crimes detectados por iniciativa da própria Polícia, associado a "mais fiscalização".

A nível nacional, os crimes de tráfico de estupefacientes aumentaram 18%, enquanto os crimes relacionados com álcool ao volante cresceram 9% e os de armas proibidas 23%.

Em sentido contrário, registou-se uma redução de 11% nos roubos a pessoas na via pública e de 14,8% nos roubos a residências.

A PSP detectou ainda mais de 1000 pessoas do que no mesmo período de 2025, segundo os dados apresentados pelo director nacional.

Luís Carrilho salientou que os números devem ser lidos em conjunto com a actividade policial, defendendo que uma polícia próxima das populações deve conjugar capacidade de intervenção com prevenção, presença e confiança.

"Polícia próxima não é apenas uma polícia visível", reiterou.