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A Guerra Mundo

ONU condena ataques russos que mataram 377 civis em Julho

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Foto EPA

O responsável pela resposta humanitária da ONU na Ucrânia, Mathias Schmale, condenou hoje os ataques russos que tornaram julho no "mês mais mortífero para civis na Ucrânia, desde abril de 2022", matando pelo menos 377 pessoas.

Os ataques russos do mês passado provocaram ainda 2.129 feridos, o que representa uma subida considerável em relação a junho, quando foram registados 293 civis mortos e 1.990 feridos na Ucrânia, aponta o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), em comunicado hoje divulgado.

A situação foi considerada como "terror deliberado" pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que referiu terem sido usados por Moscovo quase 1.700 drones, mais de 1.630 bombas aéreas guiadas e mais de 50 mísseis balísticos só na última semana.

Agosto também já registou dois ataques noturnos de grande escala levados a cabo pelas Forças Armadas da Federação Russa.

"Muitos civis morreram e muitas vidas foram afetadas nas áreas densamente povoadas da região de Kiev e da capital do país", lamentou o coordenador humanitário das Nações Unidas na Ucrânia.

"Durante a noite, acrescentou, "mais de uma dezena de civis foram mortos e mais de 50 ficaram feridos. Equipas incansáveis de busca e salvamento continuam o seu trabalho, e as organizações humanitárias estão a prestar apoio".

A intensificação dos ataques também afetou civis noutras partes do país, onde casas, escolas, veículos de transporte público, sistemas de água e armazéns humanitários foram danificados.

"Ataques aéreos e com drones atingiram as cidades de Kramatorsk, Kherson e Zaporijia, matando e ferindo dezenas de residentes, incluindo crianças", disse Mathias Schmale, lembrando que o direito internacional humanitário obriga os dois lados em guerra a protegerem pessoas e infraestruturas civis.

"Os civis de toda a Ucrânia devem poder viver, trabalhar e criar filhos sem medo de novos ataques", concluiu.