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Madeira

Vereador defende maior atenção às zonas altas do Funchal

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O vereador da Câmara Municipal do Funchal (CMF) Luís Filipe Santos defende um reforço da atenção às zonas altas do concelho, considerando necessário "garantir uma maior igualdade na manutenção e valorização do espaço público em todas as freguesias".

Num balanço sobre situações identificadas no terreno, o autarca aponta diferenças entre a atenção dada às zonas mais centrais e turísticas da cidade e a que, na sua perspectiva, é dispensada a áreas residenciais, sobretudo nas zonas altas.

"Conservação de estradas e caminhos, pavimentos degradados, passeios, acessibilidades, sinalização, limpeza, iluminação e manutenção geral do espaço público" são algumas das áreas que Luís Filipe Santos considera justificarem uma intervenção mais regular por parte do Município.

“O Funchal não pode ser uma cidade a duas velocidades. Quem vive nas zonas altas paga os mesmos impostos, pertence à mesma cidade e tem exactamente o mesmo direito a viver num espaço público cuidado, seguro e digno”, reforça o vereador em comunicado de imprensa.

Luís Filipe Santos defende ainda que a política municipal não deve estar excessivamente concentrada nas grandes obras ou nas zonas de maior visibilidade, apontando para a necessidade de reforçar as pequenas intervenções de proximidade.

“Nem todos os problemas precisam de milhões de euros para serem resolvidos. Reparar um pavimento, recuperar um passeio, pintar uma passadeira, substituir um sinal, melhorar uma paragem ou limpar uma vereda são pequenas intervenções que podem fazer uma enorme diferença na vida diária das pessoas”, sustenta.

O vereador na CMF considera que uma maior proximidade às populações permitiria também actuar de forma preventiva, evitando que problemas de menor dimensão se prolonguem até exigirem intervenções mais complexas.

“A cidade não termina na Avenida Arriaga, no Lido ou nos locais que aparecem nos postais turísticos. O Funchal também é feito das suas zonas altas, dos seus becos, caminhos e bairros”, afirma.

O autarca defende, por isso, que a atenção às zonas altas deve ser permanente, com maior proximidade às populações e uma resposta mais célere às necessidades do quotidiano.

“Não se trata de pedir uma cidade perfeita. Trata-se de exigir uma cidade equilibrada. Um Funchal onde a qualidade do espaço público não dependa da freguesia, da altitude ou do código postal de cada cidadão”, conclui.