Funchal tem a maior subida do preço dos quartos para arrendar em Portugal
Rendas de quartos na capital madeirense aumentaram 14% num ano, com preços medianos de 500 euros mensais, segundo o idealista
O Funchal registou, no segundo trimestre de 2026, a maior subida homóloga do preço dos quartos para arrendar entre os municípios analisados pelo idealista, com um aumento de 14% face ao mesmo período do ano passado.
De acordo com o relatório trimestral de arrendamento de quartos divulgado esta segunda-feira, o preço mediano de um quarto numa casa partilhada na capital madeirense atingiu os 500 euros por mês, colocando o Funchal como a segunda cidade mais cara do país, apenas atrás de Lisboa, onde a mediana se fixa nos 550 euros.
A subida de 14% no Funchal iguala a registada em Vila Real e supera a evolução verificada nas restantes cidades analisadas. Seguem-se Beja, com 12%, Ponta Delgada e Santarém, ambas com 8%, e Setúbal, com 7%.
Apesar da subida dos preços, a procura por quartos no Funchal cresceu apenas 5% em termos homólogos, uma das variações mais moderadas entre os mercados analisados. A nível nacional, a procura aumentou 27%.
O mercado funchalense apresenta, contudo, uma particularidade: a oferta de quartos aumentou 65% num ano, sendo a terceira maior subida entre as cidades analisadas pelo idealista, apenas atrás de Ponta Delgada (94%) e Bragança (73%).
Este aumento da oferta contrasta com a evolução nacional, onde o número de quartos disponíveis recuou 11% no segundo trimestre.
Ainda assim, a maior disponibilidade não foi suficiente para impedir a subida dos preços no Funchal, que passou a apresentar um valor mediano de 500 euros mensais por quarto.
A capital madeirense surge assim acima do Porto, onde o preço médio é de 450 euros, de Ponta Delgada (430 euros) e de Faro (420 euros).
Os dados do idealista mostram ainda que o arrendamento de quartos deixou de ser uma solução exclusivamente associada à população estudantil. A dificuldade em suportar o custo de uma habitação completa leva cada vez mais jovens trabalhadores, pessoas solteiras ou separadas e outros agregados a recorrerem à partilha de casa como alternativa.
No Funchal, onde o preço dos quartos já atingiu os 500 euros mensais, esta realidade ganha particular expressão num contexto de forte pressão sobre o mercado de arrendamento. A nível nacional, embora os preços dos quartos tenham subido apenas 1% no segundo trimestre, a combinação entre uma procura 27% superior e uma oferta 11% inferior revela uma pressão crescente sobre este segmento do mercado habitacional.