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Madeira

"Uma cidade não pode ficar presa a si própria"

Carlos Almada apela ao bem comum

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Na missa do Dia da Cidade, o reitor da Igreja do Colégio do Funchal, Carlos Ismael Almada, deixou uma reflexão centrada na responsabilidade de construir uma cidade mais humana, solidária e capaz de olhar para o futuro.

Perante a comunidade que assinalou os 518 anos do Funchal, o sacerdote apelou a uma cidade que não viva fechada sobre si própria nem centrada nos interesses individuais. A autenticidade, defendeu, passa por olhar para quem está ao lado e procurar "o bem que não seja centrado apenas no interesse próprio".

A partir das bem-aventuranças, Carlos Almada destacou a esperança como resposta às dificuldades que atingem também a vida das comunidades. O sofrimento, a pobreza, a fome ou a perseguição não devem conduzir à desistência, mas mobilizar para a procura de novas respostas.

A mensagem foi igualmente dirigida à forma como se constrói a cidade. A inteligência, a educação, a fé e a técnica devem estar ao serviço das pessoas e da sua dignidade, contribuindo para "o crescimento pessoal e colectivo".

O reitor defendeu, nesse sentido, uma cidade capaz de reconhecer as fragilidades de cada pessoa, mas também de abrir caminhos e horizontes. "Cair pode acontecer no percurso, mas a vocação humana é estar de pé", afirmou.

A imagem marcou o final da homilia: uma cidade e os seus habitantes devem caminhar de pé, olhando em frente, sem ficarem presos ao próprio "umbigo" ou às dificuldades do presente.

Carlos Almada terminou com uma referência ao apelo do Papa Leão XIV para que se reze pelas cidades e pelo mundo urbano, sublinhando a importância de colocar as comunidades e as pessoas no centro da construção do futuro.