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Guerra no Irão Mundo

Teerão executa cidadão estrangeiro por participação nos protestos de Janeiro

Ghaem Hosseini, de 21 anos, foi sentenciado e executado.
Ghaem Hosseini, de 21 anos, foi sentenciado e executado.,  Foto DR

Um cidadão estrangeiro, cuja nacionalidade não foi especificada, foi executado hoje pelas autoridades iranianas, que o acusaram de ter participado nos protestos antigovernamentais generalizados de janeiro, segundo o porta-voz oficial do poder judicial.

As execuções têm aumentado no Irão desde o início da guerra desencadeada pelos ataques aéreos israelitas e americanos, a 28 de fevereiro, e muitos dos executados foram pela sua participação nas manifestações do início do ano.

No final de dezembro, um movimento de protesto inicialmente lançado contra o elevado custo de vida rapidamente se transformou em manifestações antigovernamentais generalizadas, culminando nos dias 08 e 09 de Janeiro.

O governo reconheceu mais de 3.000 mortes, atribuindo a violência a "atos terroristas" orquestrados pelos Estados Unidos e por Israel.

As Organizações Não Governamentais (ONG) estrangeiras descreveram a repressão como tendo resultado em milhares de mortes.

A 12 de agosto, a União Europeia e cerca de 30 outros países condenaram as execuções judiciais de manifestantes no Irão numa declaração conjunta.

Em resposta, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, denunciou a "hipocrisia" destes países, que acusou de "apoiar o genocídio israelita em Gaza".

A ONU também manifestou alarme com o crescente número de execuções no Irão, com pelo menos 56 pessoas mortas por razões de segurança nacional desde os primeiros enforcamentos ligados aos protestos no início deste ano, estimando que "mais de 100 outras" correm o risco de sofrer o mesmo destino.

Segundo ONG sediadas no estrangeiro, incluindo a Amnistia Internacional, o Irão é o país que utiliza a pena de morte com maior frequência a seguir à China.

Até 2025, as autoridades iranianas tinham executado pelo menos 1.639 pessoas, um recorde desde 1989, de acordo com dados das ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega, e Together Against the Death Penalty (ECPM).