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Seis federações árabes manifestam apoio a Infantino em crise na FIFA

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Seis federações árabes de futebol manifestaram hoje "total apoio" e "confiança" no presidente da FIFA, Gianni Infantino, numa altura em que o dirigente enfrenta a perda de apoios europeus após o plano de abertura a capital privado.

O apoio foi subscrito pelas federações de Qatar, Egito, Mauritânia, Líbano, Sudão e Marrocos, coanfitrião do Mundial de 2030 com Portugal e Espanha, sendo que quatro dos signatários integram o Conselho da FIFA.

Na declaração, os responsáveis por esses organismos reafirmam a confiança na liderança de Infantino e no "compromisso contínuo com o desenvolvimento do futebol a nível mundial", destacando os esforços do dirigente para "expandir oportunidades em todas as regiões" e manifestando expectativa na continuação da cooperação para reforçar o papel do futebol árabe a nível global.

Ao apoiarem Infantino, as federações do Qatar e do Líbano demarcam-se da própria Confederação Asiática de Futebol (AFC) que, em conjunto com a UEFA e a CONCACAF - a confederação da América do Norte, América Central e Caraíba -, subscreveu uma carta aberta a denunciar uma "importante quebra de confiança", acusando Infantino de abandonar o seu dever ao atuar com "engano" e colocar-se "acima do coletivo".

Em causa esteve o plano de criação da subsidiária FIFA Forward Enterprise (FFE), que previa a alienação de até 20% das receitas comerciais do Mundial a investidores privados, proposta que Infantino acabou por retirar após a forte contestação de responsáveis do futebol mundial.

O apoio destas seis federações junta-se ao respaldo já declarado pelas confederações da América do Sul (CONMEBOL) e de África (CAF), bem como por países como Argentina, Bolívia, Equador ou Venezuela.

Ainda assim, Gianni Infantino vê a sua posição fragilizada no caminho para as eleições agendadas para 18 de março de 2027, num sufrágio decidido por maioria simples entre as 210 federações-membro e cujo prazo para candidaturas termina a 18 de novembro.

Já hoje, a Associação de Futebol da Irlanda (FAI) retirou o apoio à reeleição de Gianni Infantino na liderança da FIFA, juntando-se à vaga de oposição europeia provocada pela proposta de alienar a privados ações do Mundial.

A FAI justificou a decisão com a necessidade de defender as melhores práticas, apontando "preocupações significativas sobre governança, transparência e falta de consultas significativas".

Com esta posição, a Irlanda passa a integrar o lote de federações europeias que revogaram formalmente a carta de apoio concedida no início do ano ao dirigente ítalo-suíço, do qual fazem também parte Inglaterra, Países Baixos, Finlândia, Noruega, Sérvia e Suécia.