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América Latina, EUA e França oferecem ajuda à Colômbia após sismo de 7,4 na escala de Richter

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Foto EPA

América Latina, incluindo Brasil, Venezuela e Cuba, e também Estados Unidos e França solidarizaram-se hoje com a Colômbia após o terramoto de magnitude 7,4, oferecendo-se para enviar equipas de resgate e ajuda humanitária.

O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, publicou uma mensagem nas redes sociais, afirmando ter recebido "com preocupação a notícia" e colocando o Brasil "à disposição da Colômbia para prestar o apoio necessário".

O mais recente balanço registou pelo menos 111 mortos, além de 87 feridos e muitos desaparecidos sob os escombros dos edifícios que ruíram.

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros brasileiro acrescentou que "o Brasil acompanha, com atenção, os esforços de busca e de assistência às populações afetadas e manifesta sua disposição de colaborar, na medida de suas capacidades, com as autoridades colombianas nas ações de resposta à emergência".

A Venezuela, ainda a recuperar dos sismos de magnitude 7,2 e 7,5 sofridos a 24 de junho e que causaram pelo menos 6.125 mortos, mais de 16.700 feridos e cerca de 18.000 desalojados, além de danos materiais que o Banco Mundial estimou em 19,6 mil milhões de dólares (cerca de 17 mil milhões de euros), ofereceu à Colômbia o envio de uma equipa de emergência e ajuda humanitária.

"O Governo venezuelano, através dos mecanismos de cooperação bilateral e das agências de proteção civil, põe à disposição do Governo colombiano o envio de uma equipa de resgate e da assistência humanitária necessária, dentro do quadro de pleno respeito pela sua soberania e autodeterminação", lê-se no comunicado oficial divulgado nas redes sociais pelo chefe da diplomacia, Félix Plasencia.

O departamento de Chocó, um dos mais pobres da Colômbia e sem recursos suficientes para responder a uma emergência destas dimensões, foi a zona onde se registou o epicentro do sismo, no município de San José del Palmar, embora o abalo tenha sido fortemente sentido em boa parte do centro e do ocidente da Colômbia.

O Governo de Cuba também expressou "sentidas condolências ao povo e ao Governo da Colômbia perante a perda de vidas humanas", exortando-o a "contar com a solidariedade e disponibilidade de Cuba nestes momentos de dor", escreveu o ministro dos Negócios Estrangeiros da ilha caribenha, Bruno Rodríguez, nas redes sociais.

O executivo colombiano já decretou a situação de "desastre nacional" devido ao sismo, sentido em Bogotá, Cali, Popayán, Manizales, Armenia, Pereira, Medellín e outras cidades do centro e do oeste do país.

Em Quibdó, capital do departamento de Chocó e localidade mais próxima do epicentro, as autoridades reportaram feridos e danos graves em edifícios.

Na cidade de Cali, registou-se até agora o desabamento de 20 edifícios e danos em sete aeroportos, segundo relatórios da Câmara Municipal e da Aeronáutica Civil.

Sublinhando que "o Chile conhece a dor e o desafio causados pelos sismos", o Presidente chileno, José Antonio Kast, anunciou o apoio do país à Colômbia, escrevendo nas redes sociais: "Estamos disponíveis para ajudar naquilo que a Colômbia precisar".

Também em mensagem nas redes sociais, o Presidente do Equador, Daniel Noboa, transmitiu solidariedade, pondo ao dispor de Bogotá a equipa USAR, composta por 47 socorristas, cães especializados e equipamento com autonomia para operar durante sete dias.

"Estamos prontos para nos mobilizarmos assim que o solicitarem", concluiu o chefe de Estado equatoriano, depois do sismo igualmente sentido em várias províncias do Equador, entre as quais a de Pichincha, cuja capital é Quito.

A Bolívia também se solidarizou com a Colômbia, afirmando, num comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que "se mantém atenta à evolução da emergência" e também reafirmando "os profundos laços de irmandade e cooperação" com o país, ao qual transmitiu disponibilidade para fornecer ajuda, "na medida das suas capacidades e se tal for solicitado pelas autoridades colombianas".

Em El Salvador, o Presidente, Nayib Bukele, juntou a voz à dos vizinhos latino-americanos, para oferecer equipas de resgate e médicos à Colômbia.

Numa mensagem nas redes sociais, o responsável salvadorenho sublinhou que "a Colômbia conta com equipas de emergência e resgate nas zonas afetadas" e que confia "na sua capacidade para responder a esta emergência", mas acrescentou: "Em El Salvador, estamos em comunicação e prontos para prestar apoio imediato com as nossas equipas de resgate, médicos, paramédicos, mantimentos ou qualquer outra assistência que os nossos irmãos colombianos considerem necessária".

Nas Honduras, foi também o chefe de Estado, Nasry 'Tito' Asfura, quem dirigiu à Colômbia uma mensagem de "solidariedade e fraternidade" após o sismo.

"Das Honduras, elevamos as nossas orações pelas famílias afetadas e por quem hoje enfrenta momentos de angústia e dor", escreveu nas redes sociais Asfura, que na passada sexta-feira esteve presente na cerimónia de posse do Presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella.

O Panamá, onde o sismo também sacudiu o leste do território, expressou solidariedade à Colômbia. O Presidente, José Raúl Mulino, escreveu nas redes sociais: "No que for preciso, estamos dispostos a colaborar, dentro das nossas capacidades. Ânimo a todos".

Também os Estados Unidos ofereceram à Colômbia apoio, através de uma mensagem do secretário de Estado, Marco Rubio, nas redes sociais, na qual afirmou que "o Governo do Presidente Donald Trump está a monitorizar atentamente a situação" e "está pronto para apoiar" o povo colombiano e o Governo do novo Presidente, Abelardo de la Espriella.

Na Europa, o Presidente francês, Emmanuel Macron, transmitiu condolências a Bogotá e ofereceu a ajuda do país, igualmente numa mensagem divulgada nas redes sociais, assegurando: "Perante esta tragédia, a Colômbia pode contar com a amizade e o apoio de França".

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, também se pronunciou sobre o sismo na Colômbia, escrevendo: "Nestes momentos difíceis, a Itália solidariza-se com o povo colombiano, as famílias afetadas e todos os envolvidos nas operações de resgate e assistência".