Venezuela avalia efeitos do sismo na Colômbia sem reportar vítimas nem danos graves
As autoridades venezuelanas estão a avaliar, nos estados fronteiriços de Táchira e Zulia, os efeitos do sismo de magnitude 7,4 que hoje abalou a Colômbia, e informaram que, para já, não há registo de vítimas ou de danos graves.
"Até este momento, a Proteção Civil está a fazer a avaliação e a receber os relatórios sobre as infraestruturas no estado, sem qualquer gravidade por enquanto, muito menos danos humanos a lamentar", indicou o governador de Táchira (oeste da Venezuela), Freddy Bernal, na rede social X.
Bernal sublinhou que, quando ocorrem este tipo de fenómenos, "quase sempre ocorre alguma réplica de menor impacto", pelo que apelou à população para se manter em estado de alerta.
"Os organismos de prevenção estão mobilizados e os planos da Proteção Civil estão ativados. Tranquilidade, calma e coordenação entre os cidadãos", afirmou Bernal.
Por seu lado, num comunicado, o governador de Zulia, Luis Caldera, assinalou também que não há danos neste estado, igualmente situado no oeste da Venezuela, na sequência do sismo na Colômbia e disse que foram ativados os protocolos do Sistema Nacional de Gestão de Risco e Proteção Civil.
Caldera pediu à população para manter a calma e comunicar "qualquer novidade" para os números de emergência.
A Venezuela ainda está a sofrer as consequências de um duplo sismo que atingiu o país há quase dois meses.
A 24 de junho, um duplo sismo de magnitudes 7,2 e 7,5 abalou o norte da Venezuela e provocou pelo menos 6.125 mortos, segundo os últimos dados oficiais. Pelo menos 190 edifícios colapsaram e 856 edifícios sofreram danos.
O sismo hoje registado na Colômbia foi sentido às 07:34 hora local (13:34 em Lisboa) e teve como epicentro a localidade de San José del Palmar, no departamento de Chocó, situado na costa do Pacífico, a uma profundidade de 107 quilómetros, explicaram os serviços geológicos da Colômbia (SGC) e dos Estados Unidos (USGS).
O Presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, que tomou posse na passada sexta-feira, convocou um gabinete de crise para lidar com os danos causados pelo terramoto e anunciou que irá viajar para Pereira, uma das cidades mais afetadas para acompanhar os trabalhos no terreno.
As autoridades locais confirmaram que pelo menos 18 pessoas morreram na cidade de Pereira e outras duas em Manizales, temendo-se, porém, que o número de vítimas mortais possa vir a aumentar nas próximas horas