DNOTICIAS.PT
Madeira

“Autonomia faz-se com negociação, não só com protesto”

João Cunha e Silva defende equilíbrio entre reivindicação pública e acção concreta

None

A Autonomia faz-se com reivindicação, mas também com diálogo institucional e capacidade de concretizar no terreno as competências regionais. Foi esta a ideia central deixada por João Cunha e Silva, presidente da Estrutura de Missão para as Comemorações dos 50 Anos da Autonomia da Madeira, na apresentação do livro ‘50 Anos da Autonomia – Testemunhos e Números’, realizada esta tarde na Quinta Magnólia.

Numa intervenção curta, João Cunha e Silva defendeu que os discursos públicos e as posições reivindicativas têm importância, mas não substituem uma estratégia de negociação permanente com o poder central. “Vozes altas” e manifestações podem ter um valor simbólico, sustentou, mas a evolução da Autonomia exige também trabalho institucional e capacidade de alcançar compromissos.

O responsável pela Comissão dos 50 Anos da Autonomia sublinhou que o aprofundamento do regime autonómico depende do diálogo entre a Região e a República, mas também do cumprimento das obrigações constitucionais por parte do Estado, nomeadamente na transferência efectiva de competências.

Ao mesmo tempo, destacou o papel dos governos regionais na operacionalização da Autonomia, defendendo que a regionalização de serviços deve ser acompanhada pelas correspondentes contrapartidas financeiras, tendo em conta o aumento das responsabilidades assumidas pela Região.

João Cunha e Silva considerou que os protagonistas evocados na publicação representam diferentes momentos e estratégias seguidas ao longo das últimas cinco décadas, contribuindo para os resultados alcançados pela Madeira.

Na apresentação da obra, deixou ainda elogios à Direção Regional de Estatística da Madeira pela iniciativa e pela qualidade da publicação, agradecendo a todos os que contribuíram com testemunhos e conteúdos para um livro que pretende registar a evolução da Região desde a criação dos órgãos de governo próprio.

A intervenção terminou com um agradecimento aos presentes e com a expectativa de que o lançamento da obra fosse também um momento de convívio e celebração dos 50 anos da Autonomia.