A Madeira mudou de forma absolutamente ímpar nestes 50 anos
Paulo Vieira apresentou livro que cruza testemunhos e números para retratar evolução da Região
A Madeira mudou de forma “absolutamente ímpar” ao longo dos últimos 50 anos, afirmou Paulo Vieira, director regional de Estatística, na apresentação do livro ‘50 Anos da Autonomia – Testemunhos e Números’, uma obra que cruza memórias de protagonistas com indicadores estatísticos sobre a evolução da Região desde 1976.
Na abertura da cerimónia, que decorre no jardim da Quinta Magnólia, no Funchal, Paulo Vieira explicou que a publicação nasceu com um objectivo inicialmente mais limitado, centrado na compilação de indicadores estatísticos, mas acabou por ganhar uma dimensão mais ampla, juntando história, testemunhos e números.
O responsável pela DREM destacou que a obra pretende mostrar a transformação económica, social e territorial da Madeira através de duas perspectivas complementares: “as pessoas e os números”.
Paulo Vieira deixou palavras de reconhecimento à antiga directora regional de Estatística Rita Freitas, que apontou como decisiva na concepção e coordenação do projecto, bem como à equipa da DREM e aos vários colaboradores da Administração Pública Regional envolvidos na recolha de informação.
O director regional sublinhou ainda o carácter “inteiramente regional” da publicação, referindo que autores, fotografia, design e impressão estão ligados à Madeira. Entre os contributos destacados estão o ensaio histórico do professor Paulo Miguel Rodrigues e o trabalho fotográfico de Ricardo Faria Paulino.
A obra reúne testemunhos de 50 personalidades ligadas a 17 áreas fundamentais para o desenvolvimento regional, incluindo ambiente, território, educação, saúde, economia, agricultura, turismo, ciência e tecnologia, e integra ainda uma linha cronológica dos principais acontecimentos dos 50 anos de Autonomia.
A componente estatística apresenta indicadores que ilustram a evolução da Região nas últimas décadas. Entre os exemplos referidos estão a redução da mortalidade infantil, de 36,8 óbitos por mil nados-vivos em 1976 para 1,7 em 2025, a descida da taxa de analfabetismo e o aumento do número de médicos, de 187 em 1979 para 1.420 em 2024.
Para Paulo Vieira, a publicação permite “perceber a dimensão da transformação” vivida pela Madeira, juntando a memória dos protagonistas aos dados que documentam a mudança registada desde a criação dos órgãos de governo próprio.