Trump critica Europa por ter permitido entrada de "criminosos do Terceiro Mundo"
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou hoje os líderes europeus por terem permitido a entrada nos seus países daqueles a quem chamou "criminosos do Terceiro Mundo", referindo-se aos migrantes.
"A Europa está a aprender que quando deixa entrar criminosos do Terceiro Mundo, converte-se num país do Terceiro Mundo", escreveu Trump numa mensagem publicada na sua própria rede social Truth.
Na opinião do presidente dos Estados Unidos "tudo acontece muito rapidamente": "É num abrir e fechar de olhos! Eu fui eleito mesmo a tempo", acrescentou na mensagem, referindo-se às suas políticas de encerramento de fronteiras à imigração.
Desde o regresso de Donald Trump ao poder, em 2025, intensificou a já dura abordagem anti-imigração, para "salvar o país de uma invasão migratória", e manifestou abertamente as suas divergências com os aliados europeus.
No meio das comemorações dos 250 anos da Independência dos EUA, neste dia 4 de julho, o presidente insistiu na véspera, junto o emblemático Monte Rushmore -- o famoso monumento nacional conhecido pelas esculturas gigantescas dos rostos de quatro presidentes americanos - nas suas advertências sobre "recém-chegados que não partilham os valores" dos EUA.
Trump e membros da sua administração têm criticado em várias ocasiões as políticas migratórias e ambientais das nações europeias e, mais recentemente, classificaram-nas como parceiros "terríveis" por não o terem apoiado na guerra com o Irão.
Nos últimos meses, as suas palavras mais contundentes dirigiram-se contra Espanha, Itália, Alemanha, França e Reino Unido, a quem reprova ter negado apoio logístico para reabrir o Estreito de Ormuz, ou o acesso às suas bases militares em momentos-chave do conflito com Teerão.
Além disso, questionou a utilidade da Organização do Tratado do Atlântico do Norte (OTAN) e a repartição de encargos entre os seus membros.
O líder republicano, que participará na próxima semana na cimeira da Aliança na Turquia, afirmou que comparecerá ao evento "apenas por respeito" ao presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.
Trump definiu o bloco como um "tigre de papel" e deu a entender que está a considerar seriamente a possibilidade de retirar os EUA da OTAN, apesar de, para tal, necessitar da aprovação do Congresso.
Além disso, ameaçou impor uma tarifa de 100% às importações europeias caso seja aprovada a proposta do Parlamento Europeu de criar um imposto comum para as multinacionais digitais, como a Google, a Apple, a Meta ou a Amazon.