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Oposição de Netanyahu critica acordo Israel-Líbano

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Os partidos de oposição ao governo israelita de Benjamin Netanyahu criticaram no sábado o acordo entre Israel e o Líbano porque "não conseguirá desarmar" o grupo xiita Hezbollah.

Com eleições gerais previstas até outubro, e com Netanyahu a desejar uma reeleição, os líderes da oposição da esquerda, do centro e da direita criticaram o acordo do governo israelita com o Líbano porque "não vai desarmar o Hezbollah", disse o líder do Partido dos Democratas e antigo chefe do Estado-Maior israelita, Yair Golán.

"Uma organização terrorista não se desarma só porque está escrito num papel", escreveu nas redes sociais.

O líder do partido centrista Yashar!, Gadi Eisenkot, considerou que "o desarmamento do Hezbollah e a desmilitarização do sul do Líbano são objetivos difíceis de alcançar".

Já o líder do partido Beyachad, Yair Lapid, criticou o acordo por não ter "um calendário para o desarmamento do Hezbollah" e por permitir a continuação das transferências de fundos do Irão para este grupo libanês.

Na sexta-feira, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, anunciou que Israel e Líbano tinham assinado um acordo-quadro com o objetivo declarado de preparar o caminho para a "paz e segurança duradouras" entre os dois países.

Na sexta-feira, no momento em que era revelado o acordo entre as delegações de Israel e do Líbano, o primeiro-ministro israelita afirmou que o exército do seu país permanecerá no sul do território libanês até que o grupo xiita Hezbollah, aliado do Irão, entregue as armas.

O mais importante de tudo é que Israel permaneça na zona de segurança no sul do Líbano. Esta é uma grande conquista e vamos mantê-la enquanto o Hezbollah não for desarmado", disse Netanyahu num vídeo pré-gravado transmitido pelos meios de comunicação social israelitas.

Israel vai, no entanto, permitir que o exército libanês assuma o controlo de "duas zonas piloto", uma a sul do rio Litani e outra a norte, a cerca de 30 quilómetros da fronteira entre os dois países.

Desde 02 de março, pelo menos 4.240 pessoas morreram e cerca de 12.200 ficaram feridas, de acordo com a última atualização do Ministério da Saúde libanês, em resultado dos ataques israelitas, que causaram também acima de um milhão de deslocados.

As partes tinham estado em confronto no seguimento da guerra na Faixa de Gaza, entre outubro de 2023 e novembro de 2024, data de um cessar-fogo nunca verdadeiramente respeitado e interrompido com o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão.