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Portugueses chamados a resgatar desaparecido

Portugueses voltam a ser chamados para procurar sobreviventes em edifício onde outras equipas não conseguiram localizar sinais de vida

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A missão portuguesa da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil continua a ser chamada para operações consideradas particularmente delicadas no teatro de operações de La Guaira.

Este sábado, a equipa foi mobilizada para um edifício de 14 andares, na zona mais devastada pelo duplo sismo, depois de ter surgido a indicação de um possível sinal de vida sob os escombros.

O alerta chegou vários dias após a tragédia e depois de diversas equipas internacionais terem passado pelo local sem conseguirem confirmar a existência de sobreviventes ou definir uma estratégia segura de acesso.

Perante a complexidade da operação, os operacionais portugueses deslocaram-se ao edifício para realizar uma nova avaliação técnica, recorrendo à experiência acumulada ao longo desta missão, onde já protagonizaram alguns dos resgates mais marcantes desde o início da catástrofe.

Entre eles está o salvamento de Hernan Fernandes, retirado com vida dos escombros após dezenas de horas, numa operação que reforçou a reputação da equipa portuguesa junto das autoridades venezuelanas e das restantes forças internacionais.

O segundo comandante João Pitacas a receber informações de elementos venezuelanos e de populares que indicam o local onde poderá existir um sobrevivente.

A conversa decorre poucos metros à frente de uma estrutura parcialmente colapsada, onde permanecem toneladas de betão e ferro instável, tornando qualquer intervenção extremamente exigente.

https://vimeo.com/1206997938?share=copy&fl=sv&fe=ci

Apesar do avançado estado das operações e da diminuição das probabilidades de encontrar pessoas com vida, cada novo alerta continua a ser tratado com o mesmo rigor.

É precisamente nestes momentos que a experiência em busca e salvamento urbano faz a diferença, obrigando a uma leitura minuciosa da estrutura, à avaliação permanente dos riscos e à definição de uma estratégia que proteja simultaneamente as vítimas e os operacionais.

Em La Guaira, onde a esperança resiste entre os escombros, a confiança depositada na equipa portuguesa continua intacta. Sempre que surge um indício credível de vida, os homens da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil voltam a entrar em cena, conscientes de que, mesmo passados tantos dias, uma única vida salva continua a justificar todos os esforços.