Saiba o que hoje é notícia
O Governo de Espanha vai declarar hoje zonas de catástrofe os territórios afetados pelos grandes incêndios que atingem o país, para preparar a "reconstrução e a recuperação", de acordo com o primeiro-ministro, Pedro Sánchez.
O decreto que vai declarar "zonas gravemente afetadas por emergências de proteção civil" as áreas calcinadas pelos fogos vai ser aprovado pelo Conselho de Ministros e acionar o processo de levantamento dos danos causados pelas chamas, permitindo "começar a avaliar a magnitude da catástrofe", disse Sánchez.
Espanha declarou a situação de emergência nacional na semana passada nas províncias de Madrid, Ávila e Toledo, no centro do país, por causa de incêndios que já queimaram mais de 80.000 hectares e levaram a retirar de casa ou confinar mais de 90.000 pessoas desde quinta-feira.
A área ardida em todo o país desde o início do ano ascende a 170.000 hectares, seis vez mais do que no mesmo período de 2025, e o incêndio de Ávila, com mais de 50.000 hectares queimados, é já o maior de que há registo na história de Espanha, indicou o governo.
Hoje, também é notícia:
CULTURA
"A Bem da Nação: Um filme em construção", de Miguel Dores, é apresentado no Museu do Aljube, em Lisboa, no âmbito do projeto "Memórias da Resistência: A luta armada contra a ditadura em Portugal", anunciou o museu.
O documentário revisita a luta armada contra a ditadura portuguesa a partir dos testemunhos de antigos operacionais da LUAR - Liga de Unidade e Ação Revolucionária, da ARA - Ação Revolucionária Armada, e das Brigadas Revolucionárias, recuperando a memória de um período marcado pela repressão, pela guerra colonial e pela resistência ao Estado Novo.
O filme, produzido pelo coletivo Maus da Fita, conta com apoio da Comissão Comemorativa dos 50 Anos do 25 de Abril e da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, que promovem a sessão, com o Centro de Estudos Internacionais do ISCTE -- Instituto Universitário de Lisboa, o Arquivo Municipal e o Museu do Aljube.
Miguel Dores é o realizador do documentário premiado "Alcindo", sobre Alcindo Monteiro, assassinado por um bando num ataque de violência racial, no Chiado, em Lisboa, em 10 de junho de 1995.
INTERNACIONAL
Um grupo de 75 líderes religiosos, laureados com o Prémio Nobel, artistas, atletas e defensores dos direitos humanos, publicou hoje uma declaração de solidariedade nos 75 anos da Convenção sobre o Estatuto dos Refugiados.
"A Promessa", como foi denominada, reúne figuras como os atores e cineastas Cate Blanchett, Angelina Jolie e Ben Stiller, a campeã olímpica e presidente do Comité Olímpico Internacional, Kirsty Coventry, os laureados com o Nobel da Paz Malala Yousafzai, Nadia Murad, Denis Mukwege e Ellen Johnson Sirleaf ou a arcebispa de Cantuária, Sarah Mullaly.
Convocada pelo alto-comissário da ONU para os Refugiados, Barham Salih, a iniciativa visa construir uma coligação global de apoio à proteção dos refugiados para funcionar até ao Fórum Global sobre Refugiados, em 2027.
Os signatários reafirmam os princípios da Convenção sobre o Estatuto dos Refugiados, criada em 1951, e o compromisso de proteger e possibilitar a reconstrução da vida das pessoas que fogem de conflitos, violência ou perseguições.