Comercialização de banana na Madeira cai 19,8% no primeiro semestre de 2026
A comercialização de banana na Madeira registou uma quebra homóloga de 19,8% no primeiro semestre de 2026, totalizando 7.862,9 toneladas, menos 1.938 toneladas do que no mesmo período do ano passado, revelam os dados divulgados pela Direcção Regional de Estatística da Madeira (DREM), com base na informação fornecida pela Gesba.
Segundo a DREM, a diminuição deve-se, sobretudo, às condições climatéricas desfavoráveis, marcadas por intempéries e temperaturas médias mais baixas do que as verificadas em 2025, factores que afectaram tanto a quantidade como a qualidade da banana produzida e comercializada.
Do total comercializado, 75,7% foi expedido para fora da Região, percentagem inferior aos 79,9% registados no primeiro semestre de 2025. O Continente manteve-se como o principal destino da banana madeirense.
Por categorias, a banana extra registou uma redução homóloga de 23,2%, enquanto a primeira categoria diminuiu 16,8%. Em sentido contrário, a comercialização de banana de segunda categoria aumentou 21,1%. A categoria extra continuou a representar a maior fatia da produção comercializada, com 77,1% do total, embora tenha perdido peso face ao período homólogo, quando representava 80,5%, traduzindo-se numa redução de 3,4 pontos percentuais.
A análise trimestral mostra, contudo, uma desaceleração da quebra. No segundo trimestre de 2026, a comercialização diminuiu 15,5%, uma redução menos acentuada do que a verificada no primeiro trimestre, que atingiu os 25%.
Junho foi o mês com maior volume de comercialização, com 1.811,6 toneladas, sendo também um dos meses com menor quebra homóloga (-6,9%), a par de março (-3,5%) e abril (-7,7%). Já janeiro e fevereiro registaram as maiores reduções face aos mesmos meses de 2025, com quebras de 34,1% e 33,9%, respectivamente.