Menos cimento vendido mas a custar mais
As vendas de cimento na Região Autónoma da Madeira entre Abril e Junho deste ano diminuíram face a igual período do ano passado, mas com o preço a aumentar significativamente agora em 2026 face ao que se pagava no 2.º trimestre de 2025.
Contudo, há um dado positivo, as vendas desta matéria-prima da construção totalizaram 41,7 mil toneladas no 2.º trimestre de 2026, o que representa um aumento de 5,1% face ao trimestre anterior, quando tinham sido comercializadas 39,7 mil toneladas, revelam os dados divulgados hoje pela Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM).
Segundo a DREM, apesar da recuperação em cadeia, a comparação com o mesmo período de 2025 evidencia uma redução de 2,7%, uma vez que, entre Abril e Junho do ano passado, as vendas tinham atingido 42,8 mil toneladas.
Em termos monetários, o valor do cimento vendido na Região ascendeu a 6,9 milhões de euros no 2.º trimestre, traduzindo-se num crescimento de 9,3% relativamente aos primeiros três meses do ano e de 5,4% em termos homólogos, atestando que o custo da matéria-prima não só supera os custos a longo prazo como a curto prazo.
Os dados da DREM mostram ainda que, no acumulado dos primeiros seis meses de 2026, a quantidade de cimento comercializada registou um ligeiro decréscimo de 1,0% face ao período homólogo. Em contrapartida, o valor das vendas aumentou 6,6%, confirmando uma valorização (encarecimento) do produto apesar da redução do volume transaccionado.
A evolução dos indicadores evidencia, assim, um comportamento distinto entre quantidade e valor, com o mercado regional do cimento a apresentar uma diminuição marginal das vendas em toneladas, mas a manter uma trajectória de crescimento em termos de facturação para quem vende e de custos acrescidos para quem compra, tornando as obras mais caras.