BCE deverá manter taxas diretoras e adiar subida para setembro
O Banco Central Europeu (BCE) deverá manter hoje as taxas diretoras, segundo a maioria dos analistas ouvidos pela Lusa, que antecipam um novo aumento para depois do verão, em setembro.
Na anterior reunião de política monetária em 11 de junho, o BCE aumentou as taxas diretoras, pela primeira vez desde 2023, para responder ao aumento dos preços globais provocado pelo conflito do Médio Oriente.
Esta reunião de julho realiza-se num momento marcado pela nova escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irão e com os preços do petróleo submetidos a flutuações devido a incerteza do futuro sobre a navegação no estreito de Ormuz.
Os mercados irão principalmente analisar as declarações da presidente do BCE, Christine Lagarde, durante a conferência de imprensa, na esperança de obter indicações sobre a evolução futura das taxas, mesmo sabendo que geralmente é muito cautelosa sobre este assunto.
Em junho, o BCE aumentou as taxas de juro, pela primeira vez desde 2023, em 0,25 pontos percentuais, fazendo com que a taxa de depósito (DFR) tenha subido para 2,25%, a das operações de refinanciamento (MRO) para 2,40% e a da facilidade marginal de empréstimo (MLF) para 2,65%.
Assim, o BCE foi o primeiro grande banco central a subir as taxas após o início, no final de fevereiro, da guerra dos EUA e Israel contra o Irão.
O Banco do Japão seguiu o exemplo alguns dias depois, elevando as taxas para o nível mais alto em 31 anos.
Mas a Reserva Federal dos EUA (Fed) e o Banco da Inglaterra até agora abstiveram-se e mantiveram as respetivas taxas diretoras.