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A Guerra Mundo

Kiev pede reunião urgente do Conselho de Segurança sobre ataques russos a navios

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Foto Shutterstock

A Ucrânia acusou hoje a Rússia de atacar cada vez mais navios de carga que utilizam os seus portos, para prejudicar as suas exportações agrícolas, solicitando uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.

"A Rússia está a manter a segurança alimentar global como refém. Pelo menos três navios de carga civis foram bombardeados pela Rússia nos últimos dias. Dezenas de tripulantes foram mortos ou feridos", declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriy Sybiga, no X.

"Hoje, nenhum navio utilizou a rota marítima ucraniana no Mar Negro, embora a colheita esteja em pleno andamento", adiantou.

Segundo Sybiga, a Ucrânia solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU sobre o assunto, para o dia 27 de julho.

A própria Ucrânia intensificou os seus ataques a navios de carga que abastecem os portos russos do Mar Negro, reivindicando a responsabilidade por mais de uma centena de ataques com drones nas últimas semanas.

Estes ataques ucranianos levaram a Rússia a examinar rotas marítimas alternativas no Mar de Azov.

Por sua vez, nos últimos dias a Rússia atacou repetidamente o porto ucraniano de Odessa e navios próximos.

Na terça-feira, foi atingido um navio que navegava no Mar Negro transportando propano para o porto ucraniano de Reni, provocando um incêndio a bordo e ferindo três marinheiros.

No mesmo dia, a Índia convocou o encarregado de negócios russo em Nova Deli, Vladimir Ladanov, para protestar por um ataque no fim de semana contra um navio cargueiro que partia do porto de Odessa, que matou quatro cidadãos indianos.

A Rússia e a Ucrânia estão entre os maiores exportadores mundiais de cereais e abastecem muitos países de África e da Ásia.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia - além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).