Agência da ONU investiga alegado ataque norte-americano a central nuclear
A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) anunciou hoje estar a investigar informações sobre um alegado ataque norte-americano contra a central nuclear de Darkhovin, no Irão, mas considerou que a instalação não representa qualquer risco radiológico.
Em comunicado, citado pela agência EFE, a AIEA indicou que a central de Darkhovin, na província iraniana de Juzestão, encontra-se "numa fase inicial de construção" e "não continha material nuclear", na última inspeção realizada pelos seus técnicos.
Segundo meios de comunicação iranianos, a Organização de Energia Atómica do Irão denunciou que a infraestrutura em construção foi atingida durante a noite por um ataque norte-americano, classificando a ação como uma "agressão bárbara" e uma violação do direito internacional.
A AIEA adiantou que já contactou as autoridades iranianas para obter esclarecimentos sobre o incidente e que divulgará mais informações à medida que estas estejam disponíveis.
Apesar de considerar que o alegado ataque não representa perigo radiológico, o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, reiterou o apelo à contenção militar nas imediações de instalações relacionadas com a energia nuclear.
As autoridades iranianas afirmaram hoje que pelo menos 50 pessoas morreram e 517 ficaram feridas nos mais recentes ataques norte-americanos.