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Madeira

Chega exige intervenção urgente no Caminho do Desterro

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O grupo municipal do CHEGA na Assembleia Municipal do Funchal exigiu uma intervenção urgente da Câmara Municipal para resolver o estado de degradação do Caminho do Desterro, na freguesia do Monte, alegando que o mau estado do pavimento está a dificultar o acesso de ambulâncias e de viaturas particulares.

Em comunicado, o partido refere ter recebido denúncias de munícipes que dão conta de que a via se encontra "esburacada" e que alguns veículos de emergência se recusam a circular naquele troço devido às condições da estrada. Segundo o CH, a situação foi reportada à autarquia no final de Abril, através da aplicação Funchal Alert, mas, até ao momento, "não foi tomada qualquer medida prática".

A líder do grupo municipal, Carmo Gomes, critica a actuação do executivo camarário, considerando que a situação afecta particularmente idosos e pessoas acamadas que necessitam de assistência médica. "É uma profunda falta de humanidade e de respeito por quem trabalhou uma vida inteira. Estamos a falar de idosos, de pessoas acamadas que precisam de cuidados médicos urgentes e que estão literalmente reféns do abandono da Câmara Municipal do Funchal", afirma.

A eleita rejeita ainda eventuais justificações relacionadas com prioridades orçamentais ou procedimentos administrativos, questionando "como é que se explica a estes moradores do Monte que o município tem verbas para festas e projectos, mas não consegue tapar os buracos que impedem uma ambulância de socorrer um doente".

Também o deputado municipal Daniel Alves responsabiliza directamente o executivo PSD/CDS pela situação, sustentando que a repavimentação do Caminho do Desterro é uma competência exclusiva da Câmara Municipal.

"O PSD/CDS não pode continuar a sacudir a água do capote ou a empurrar as culpas, quando sabe perfeitamente que a competência de repavimentar o Caminho do Desterro é única e exclusivamente da Câmara", afirma, acrescentando que "o povo do Monte paga impostos exatamente como os que moram no centro da cidade, mas quando precisa de assistência médica básica, a estrada colapsa e o socorro não passa".

O CHEGA considera que a autarquia deve avançar de imediato com obras de reparação da via, defendendo que a intervenção é essencial para garantir a segurança e a mobilidade dos moradores daquela zona da freguesia do Monte.