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APAV apoiou 282 turistas vítimas de violência em cinco anos

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A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) apoiou nos últimos cinco anos 282 turistas, a maioria de nacionalidade europeia (52,13%), vítimas de 402 crimes e outras formas de violência, indicou hoje a instituição.

Segundo dados estatísticos divulgados pela associação em comunicado, "o número de pessoas turistas apoiadas pela Associação aumentou 210,3%, passando de 29 pessoas apoiadas em 2021 para 90 em 2025".

A maioria das vítimas apoiadas era do sexo feminino (65,25%) e "as pessoas entre os 18 e os 34 anos e entre os 35 e os 64 anos representam as faixas etárias mais expressivas entre as situações acompanhadas", adianta.

Em relação aos crimes e formas de violência, a violência doméstica é o mais registado, representando 41,79% dos casos acompanhados pela APAV, seguido dos crimes sexuais (17,66%), ofensas à integridade física (14,93%), crimes patrimoniais (12,44%) e outras formas de violência (13,18%).

Quanto aos agressores, 9,6% eram prestadores/fornecedores de serviços, 8,2% o atual ou ex-companheiro da vítima, 6,8% o cônjuge (atual ou ex), não existindo uma relação prévia em relação a 6,2%.

As Estatísticas da APAV sobre Pessoas Turistas Vítimas de Crime e Violência, 2021-2025, mostram também que "em 65,96% das situações, foi apresentada queixa ou denúncia às autoridades competentes".

A associação considera como turista, para efeitos destas estatísticas, a pessoa "que viaja para fora da sua área de residência habitual, permanecendo pelo menos uma noite no destino visitado por motivos não relacionados com trabalho remunerado".

Nota que "quando um crime ocorre durante uma deslocação, o desconhecimento do território, dos serviços disponíveis ou dos mecanismos de apoio pode dificultar o exercício dos direitos das vítimas e agravar o impacto da vitimação".

A APAV, criada em 1990, presta apoio jurídico, psicológico e social, gratuito e confidencial, por telefone, através da Linha de Apoio à Vítima 116 006, 'online', no Chatbot APAV, e presencialmente nos seus gabinetes espalhados pelo país.