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Casos do dia

PJ investiga motivo do homicídio em Câmara de Lobos

Suspeito será presente a tribunal após conclusão das diligências da Polícia Judiciária

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Foto Rui Silva, ASPRESS

A Polícia Judiciária (PJ) encontra-se, nesta altura, a desenvolver diligências de investigação para apurar as circunstâncias e a motivação do homicídio ocorrido na manhã desta quarta-feira, na Avenida Nova Cidade, em Câmara de Lobos.

O Comando Regional da PSP da Madeira confirmou, ao DIÁRIO, que o suspeito "já está identificado, foi conduzido às instalações da PSP e detido", encontrando-se agora a decorrer as diligências da Polícia Judiciária. Concluída essa fase da investigação, o detido será presente a tribunal.

Suspeito de homicídio em Câmara de Lobos já foi detido

O homem suspeito de ter esfaqueado mortalmente outro indivíduo, esta manhã , na Avenida Nova Cidade, em Câmara de Lobos, já foi detido na sequência de diligências realizadas pela PSP e pela Polícia Judiciária, apurou o DIÁRIO.

Como já avançado pelo DIÁRIO anteriormente, a vítima e o suspeito residiam em andares contíguos do mesmo edifício e eram vizinhos. Entre ambos existia um historial de desavenças antigas, num conflito que se teria prolongado ao longo do tempo e que envolveria também elementos das respetivas famílias. O presumível autor do crime, cuja idade ainda não foi possível apurar, tinha antecedentes criminais e, de acordo com as informações recolhidas, terá igualmente ameaçado a vítima em ocasiões anteriores. As autoridades procuram agora determinar se essas ameaças estão directamente relacionadas com o homicídio e esclarecer o que esteve na origem do ataque.

O crime ocorreu na via pública, onde a vítima foi atingida com uma arma branca. O alerta mobilizou, esta manhã, os Bombeiros Voluntários de Câmara de Lobos e a Equipa Médica de Intervenção Rápida (EMIR), que realizaram manobras de reanimação no local. O homem foi transportado em estado crítico para o Hospital Dr. Nélio Mendonça, mas acabou por não resistir à gravidade dos ferimentos.

A PSP assegurou as primeiras diligências e o isolamento da zona, tendo a investigação transitado para a Polícia Judiciária, entidade competente para investigar crimes de homicídio.

A investigação prossegue, estando agora centrada na recolha de prova, na audição de testemunhas e no apuramento da motivação do crime, antes de o suspeito ser presente à autoridade judiciária competente para primeiro interrogatório e eventual aplicação de medidas de coacção.

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