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Madeira

"Há técnicos sozinhos responsáveis por 30 crianças"

Revisão da carreira, aumento salarial e suplemento de risco estão entre as principais reivindicações da greve dos Técnicos de Apoio à Infância

Foto Arquivo
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Os Técnicos de Apoio à Infância (TAI) cumprem uma greve nos dias 20 e 21 de Julho, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, para exigir a revisão da carreira, a valorização salarial e a atribuição de um suplemento de risco. Para o dia 20, às 11 horas, está ainda marcada uma concentração em frente ao Palácio do Governo.

Em declarações ao DIÁRIO, o coordenador regional do sindicato, Nélson Pereira, explicou que a decisão de avançar para a paralisação resultou de vários plenários realizados com os trabalhadores. "Sentimos uma revolta muito grande, porque são profissionais que há vários anos denunciam problemas que continuam por resolver", afirmou.

Técnicos de Apoio à Infância marcam greve para 20 e 21 de Julho

O Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA) anuncia, através de um comunicado de imprensa, a greve agendada para os dias 20 e 21 de Julho dos Técnicos de Apoio à Infância (TAI). 

Segundo o dirigente sindical, os TAI assumem um papel essencial nas escolas, sobretudo durante os períodos de interrupção lectiva, quando ficam responsáveis pelo acompanhamento das crianças. "Há situações em que um único técnico acompanha 20 ou 30 crianças. São estes profissionais que recebem as crianças, tratam da higiene, da alimentação, acompanham os recreios e os períodos de descanso. Têm uma enorme responsabilidade, mas a carreira e os salários não reflectem essa realidade", sustentou.

O coordenador regional lamentou ainda a falta de resposta do executivo madeirense às reivindicações apresentadas.

"Apesar dos alertas que temos vindo a fazer, o Governo Regional ainda não deu qualquer resposta. Esperamos que haja diálogo e vontade de encontrar uma solução para valorizar estes profissionais", afirmou.

Nesse sentido, Nélson Pereira defendeu que o Governo Regional deve abrir negociações para rever a carreira destes trabalhadores, considerando que a actual estrutura remuneratória não corresponde às funções desempenhadas."O objectivo desta greve é chamar a atenção do Governo para a necessidade urgente de rever a carreira dos Técnicos de Apoio à Infância. É preciso sentar à mesa com o sindicato e encontrar uma solução que valorize estes profissionais", sublinhou.

Entre as reivindicações está o posicionamento da carreira nos níveis 9 ou 10 da Tabela Remuneratória Única da Administração Pública, o que corresponderia a um vencimento base entre os 1.200 e os 1.300 euros. Além disso, o sindicato reivindica a criação de um suplemento de risco, alegando que estes trabalhadores assumem diariamente responsabilidades relacionadas com a segurança e o bem-estar das crianças. "Administram medicação quando necessário, prestam assistência em situações de emergência e assumem responsabilidades que justificam o reconhecimento dessa componente de risco", justificou.

Quanto à adesão prevista à greve, Nélson Pereira não avançou estimativas, mas revelou que o grupo de trabalho criado pelo sindicato reúne já mais de 230 Técnicos de Apoio à Infância, acreditando que o número de trabalhadores que apoia a iniciativa seja superior.