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Madeira

REAGIR acusa Governo Regional de "lavar as mãos" dos atrasos nos exames nacionais

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O REAGIR vem criticar as declarações da secretária regional da Educação, Elsa Fernandes, sobre os atrasos na correção dos exames nacionais, considerando que o Governo Regional está a desresponsabilizar-se de um problema que também afecta alunos, famílias e professores da Madeira.

Em comunicado, o partido lembra ter sido "dos primeiros a nível nacional" a alertar para as falhas no processo de correção dos exames, defendendo que a situação deixou de ser apenas um problema tecnológico para se tornar "um verdadeiro falhanço político".

Madeira alheia a problemas com exames nacionais

Elsa Fernandes esclarece: "Não temos nada a ver com esse processo"

"Os acontecimentos vieram confirmar essas preocupações: atrasos sucessivos, falhas na plataforma digital, professores convocados à última hora, critérios divulgados tardiamente e a necessidade de recorrer ao pagamento de horas extraordinárias para tentar recuperar um processo que nunca deveria ter chegado a este ponto", pode ler-se.

Embora reconheça que a organização e a correção dos exames são da responsabilidade do Ministério da Educação, o partido entende que o executivo madeirense não pode "lavar as mãos" de uma situação que afecta directamente os estudantes da Região. "Os alunos madeirenses também realizam exames nacionais. Também aguardam pela divulgação das classificações. Também dependem desses resultados para aceder ao ensino superior. Muitos enfrentam ainda os constrangimentos próprios da insularidade, tendo de planear deslocações, alojamento e outras despesas num calendário já de si apertado", reforça.

O que se esperava do Governo Regional era uma intervenção firme junto do Ministério da Educação, exigindo esclarecimentos, defendendo os interesses dos alunos e dos professores madeirenses e reclamando garantias de que nenhum estudante seria prejudicado. Em vez disso, optou por uma posição de demarcação, como se os efeitos deste caos terminassem no mar que nos separa do continente. Liana Reis, coordenadora regional do REAGIR

O REAGIR considera igualmente legítimo questionar se um processo marcado por sucessivas falhas técnicas, alterações de procedimentos, forte pressão sobre os classificadores e sucessivos improvisos reúne todas as condições para transmitir plena confiança aos alunos e às suas famílias. "A credibilidade dos exames nacionais é um património que deve ser protegido e nunca colocado em causa por erros de organização. Governar não é apenas administrar competências. É defender os cidadãos quando estes são prejudicados, independentemente de onde se encontra a origem do problema", conclui.