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Sobe para 12 o número de mortos em incêndio no Sul de Espanha

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Foto EPA

O número de mortos no incêndio florestal que deflagrou na quinta-feira em Los Gallardos, na província espanhola de Almería, Andaluzia (sul de Espanha), subiu para 12, enquanto 23 pessoas estão desaparecidas, anunciaram hoje as autoridades regionais.

O anterior balanço dava conta de 11 vítimas mortais e de 19 pessoas dadas como desaparecidas.

As autoridades indicaram ainda que oito pessoas ficaram feridas, quatro delas em estado grave devido a queimaduras.

Em declarações no posto de comando instalado em Turre, o presidente do governo regional da Andaluzia, Juanma Moreno, informou que o incêndio poderá demorar "vários dias" a ser controlado e revelou que a mais recente vítima mortal foi encontrada junto a outro corpo.

Segundo Moreno, a identificação das vítimas está a ser dificultada pelo elevado grau de carbonização dos corpos, pelo que serão realizados testes de ADN.

O presidente regional sublinhou que o facto de existirem 23 desaparecidos não significa que estas pessoas tenham morrido, admitindo que algumas possam encontrar-se noutras localidades, e apelou à prudência até haver confirmação oficial.

Segundo Juanma Moreno, o incêndio terá começado numa vala junto a uma estrada devido à queda de um cabo elétrico, originando focos de fogo em ambos os lados da via.

Alimentadas por vegetação extremamente seca e por rajadas de vento que atingiram os 50 quilómetros por hora, as chamas percorreram cerca de 15 quilómetros em apenas duas horas.

O responsável explicou que as vítimas mortais tentaram abandonar a zona por um percurso que não era recomendado pelas autoridades, acabando por ficar cercadas pelas chamas.

A população das aldeias afetadas tinha sido alertada pessoalmente pela Guarda Civil, pela polícia local e pelos responsáveis municipais para permanecer em casa ou sair da zona pelas rotas indicadas.

Com cerca de 3.200 hectares consumidos pelas chamas, o incêndio afeta uma área de relevo muito acidentado, dificultando a intervenção dos bombeiros e da Unidade Militar de Emergência, que utiliza maquinaria pesada para criar linhas de contenção nas zonas acessíveis.

Moreno classificou o fogo como um dos "incêndios mais rápidos e complexos" registados nos últimos anos na Andaluzia e alertou que a previsão de ventos mais fortes poderá dificultar ainda mais o combate às chamas.

A prioridade das autoridades continua a ser evitar novas vítimas e localizar os desaparecidos, tendo o presidente regional apelado à população para cumprir rigorosamente as instruções dos serviços de emergência.

O incêndio de Los Gallardos é já um dos mais mortíferos registados em Espanha neste século.

O governo regional da Andaluzia decretou entretanto três dias de luto oficial.

Os maiores desastres florestais da Europa nas últimas décadas ocorreram na Grécia, com 84 mortos em 2007 e 104 em 2018, e em Portugal, onde os incêndios de Pedrógão Grande provocaram 66 mortos em junho de 2017.