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Guerra no Irão Mundo

Netanyahu responde a Trump que Israel irá defender-se sempre que necessário

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Foto Shutterstock

O primeiro-ministro israelita respondeu hoje ao Presidente norte-americano sublinhando que Israel exerce o seu direito de defesa "sempre que necessário", após os pedidos de suspensão de ataques entre Telavive e Teerão.

"Israel tem todo o direito de se defender e exercemos esse direito sempre que necessário", argumentou Benjamin Netanyahu, na sequência da mensagem de Donald Trump a exigir o fim dos confrontos entre Israel e Irão.

"Digo-vos isto a vós, tal como o digo com estima e respeito nas minhas excelentes conversas com o meu amigo, o Presidente Trump", disse Netanyahu numa mensagem de vídeo para os cidadãos israelitas.

O republicano terá mesmo ligado hoje ao primeiro-ministro israelita, segundo um responsável da Casa Branca citado pela agência de notícias France-Presse.

A relação entre os líderes norte-americano e israelita tem-se tornado visivelmente tensa nas últimas semanas, tendo Donald Trump chegado ao ponto de dizer a Benjamin Netanyahu que este era "completamente louco" durante uma recente conversa telefónica, segundo os media norte-americanos.

Antes, o líder republicano recorreu à sua rede social Truth para pedir a Israel e ao Irão para cessarem "imediatamente os 'disparos'".

Momentos após a mensagem de Trump, o comando conjunto das Forças Armadas do Irão anunciou o fim dos ataques contra Telavive, mas ameaçou voltar a atacar caso o Irão volte a ser visado.

"Nas últimas 24 horas, o Irão e o Hezbollah tentaram impor-nos uma nova equação. E esta equação é intolerável e inaceitável para mim", acrescentou Netanyahu, referindo-se à ameaça iraniana de que um ataque de Israel a Beirute, como o que ocorreu na tarde de domingo, acarretaria uma resposta militar.

"Pensavam que iriam disparar a partir de território libanês e iraniano contra Israel, e que nós não agiríamos. Isso não aconteceu, nem acontecerá. Não enquanto eu estiver no comando", garantiu o primeiro-ministro israelita, no dia seguinte ao facto de as forças iranianas terem quebrado pela primeira vez o cessar-fogo alcançado no passado mês de abril.

Também o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou que Telavive irá prosseguir com a sua campanha militar contra o movimento xiita apoiado pelo Irão Hezbollah no Líbano.

Em comunicado, Katz sublinhou que "qualquer tentativa iraniana de ligar o Líbano e o Irão para atacar Israel será recebida com uma resposta muito forte".

Teerão lançou mísseis contra território israelita entre domingo e hoje, alegando estar a responder a um ataque aéreo israelita contra posições do Hezbollah nos subúrbios do sul de Beirute.

Os disparos iranianos levaram Israel a realizar novos ataques em retaliação, alimentando receios de uma escalada regional e colocando sob pressão a trégua alcançada há dois meses.

O Irão tem insistido que qualquer acordo mais amplo para estabilizar a região depende do fim das hostilidades israelitas em território libanês, enquanto Israel sustenta que continuará a atacar infraestruturas e combatentes do Hezbollah que considere uma ameaça à sua segurança.

No seu comunicado, Netanyahu reiterou o seu compromisso de impedir que o Irão possua armas nucleares e de que o Exército israelita destrua o Hezbollah.

"Continuamos a destruir todas as suas infraestruturas terroristas na Faixa de Segurança, incluindo as enormes instalações subterrâneas no castelo de Beaufort. São tão grandes que nunca tinha visto nada igual", reconheceu o primeiro-ministro.

Netanyahu recordou no seu discurso que, embora o Irão e o Hezbollah "estejam mais fracos do que nunca", a "luta" de Israel contra ele "ainda não terminou".