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Desporto

Rui Alves pede "independência" à LPFP na repartição dos direitos audiovisuais

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Rui Alves apelou hoje à Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) para considerar a proposta do Nacional sobre chave de repartição dos direitos audiovisuais da I e II Ligas, na Assembleia Geral (AG) extraordinária de segunda-feira.

O presidente do clube madeirense entende que a centralização dos direitos audiovisuais das competições profissionais de futebol, consagrada pelo Decreto-Lei n.º 22-B/2021, de 22 de março, deve promover "equilíbrio, sustentabilidade e competitividade", lembrando que a atual proposta da LPFP não vai ao encontro dos princípios que motivaram intervenção legislativa.

"Ao invés de corrigir os desequilíbrios que o legislador identificou, a proposta da LPFP limita-se a atenuá-los ligeiramente, mantendo estruturas de concentração que prejudicam a competição", afirmou Rui Alves, em conferência de imprensa, no Estádio da Madeira, no Funchal.

Nesse sentido, o Nacional propõe um "modelo alternativo" que prevê a distribuição de receitas mediante uma parcela fixa na ordem dos 36%, o que representa um aumento significativo relativamente à proposta de apenas 15% por parte da LPFP, segundo Rui Alves.

A sugestão do emblema insular privilegia uma maior base de equilíbrio entre todos os clubes, ao passo que a proposta da LPFP tem mais em conta a dimensão mediática e o mérito desportivo.

Relativamente à sessão magna de segunda-feira, que tem como único ponto da ordem de trabalhos a apreciação, discussão e votação do documento, que foi elaborado e aprovado pela gerência da sociedade Liga Centralização, Rui Alves apelou ao presidente da Mesa da Assembleia Geral (MAG), António Saraiva, para conduzir os trabalhos com a "independência que o cargo merece".

O líder do emblema insular pede ao presidente da MAG que a sugestão do Nacional seja "votada em simultâneo" com a proposta da LPFP, em sistema de "voto secreto", de modo que todos os clubes possam exercer o seu "direito de voto de forma livre e democrática".

Segundo Rui Alves, a decisão que se aproxima é "das mais importantes" dos últimos tempos, pois a chave de repartição aprovada vigorará durante quatro épocas desportivas consecutivas.

A AG começa às 10:00, no auditório da sede da LPFP, no Porto, e vai assinalar mais um passo na centralização dos direitos de transmissão dos jogos dos dois escalões principais, prevista a partir da época 2028/29.

Em 17 de abril, os clubes ratificaram por maioria a proposta do organismo relativa ao procedimento de venda para o mercado doméstico, com voto contra do Benfica e a abstenção do também primodivisionário Nacional.