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Madeira

Congresso sobre Padre Manuel Álvares chega ao fim com balanço histórico sobre a gramática jesuíta

Quatro dias de debate internacional na Ribeira Brava celebraram os 500 anos do mais influente gramático português do século XVI

Foto DR/Congresso Internacional 500 Anos Manuel Álvares
Foto DR/Congresso Internacional 500 Anos Manuel Álvares

O Congresso Internacional 500 Anos Manuel Álvares, S.J. (1526-1583): Professor, Gramático e Humanista encerra hoje, sexta-feira, na Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares, na Ribeira Brava, após quatro dias intensos de comunicações, debates e momentos culturais que reuniram investigadores de Portugal, Espanha, Itália, Polónia e Japão.

Este último dia arrancou pelas 10h00 com a Sessão 7, presidida por Rolf Kemmler, dedicada ao declínio e às controvérsias em torno do método alvaresiano durante o século XVIII. Juan María Gómez Gómez abre os trabalhos com uma comunicação sobre o confronto entre jesuítas e escolápios em Itália, onde a gramática de Álvares esteve no centro de uma acesa polémica. Javier Espino Martín aborda as divergências entre jesuítas e oratorianos à luz do empirismo de Luís António Verney, e Teresa Moura analisa a descontinuidade metodológica no ensino gramatical em Portugal na segunda metade de Setecentos. Fecha este bloco a comunicação conjunta de José Eduardo Franco e Júlia Duarte, dedicada ao fim da hegemonia de dois séculos da gramática latina de Álvares e à emergência das chamadas gramáticas pombalinas.

Às 12h00 os alunos da escola anfitriã, que tem o mesmo nome do homenageado, apresentam a segunda parte da sua performance teatral "O grande nome da nossa escola!", antes da Sessão Plenária de encerramento, presidida por Gonçalo Fernandes. Carlos Assunção profere a última conferência plenária, intitulada "Uma gramática global: Manuel Álvares, S.J. (1526-1583), entre a missão jesuítica, as línguas indígenas do Brasil e o Japonês de Amacusa (1594)", síntese perfeita do alcance universal da obra do gramático madeirense.

Após o almoço, a Sessão 8 traz ainda duas comunicações: Elisa Nunes Esteves evoca a figura de Manuel Álvares como missionário e pintor, a partir da narração da viagem e naufrágio da Nau S. Paulo; Joaquim Pinheiro examina as referências clássicas na História da vida do Padre Francisco de Xavier (1600) de João de Lucena.

O congresso encerra às 17h00, antecedido por uma coreografia de "Danças Medievais" apresentada pelos estudantes da Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares.