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Madeira

PS considera que cortes no PRR "expõem falhanço do Governo na defesa dos madeirenses"

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O PS indica que o relatório oficial da reprogramação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) mostra que a Região sofre um corte significativo no investimento em saúde, com redução do número de projectos e de verbas previstas para o Serviço Regional de Saúde, em particular na rede de cuidados continuados, saúde mental, pediatria e cuidados de saúde primários.

Os socialistas consideram que estes dados confirmam os alertas que o partido tem vindo a fazer sobre a falta de estratégia do Governo Regional na execução do PRR e na defesa dos interesses dos madeirenses. Gonçalo Leite Velho afirma que o relatório oficial sobre a revisão e reprogramação do PRR evidencia que, na Região Autónoma da Madeira, "foi proposta uma redução do número de projectos de construção ou renovação integrada de serviços de cuidados continuados integrados, saúde mental ou pediatria no Serviço Regional de Saúde, que passam de 26 para 17. Em simultâneo, é igualmente reduzido o número de intervenções em instalações de cuidados de saúde primários, que cai de 16 para apenas 8 renovações".

“Este relatório oficial da reprogramação do PRR demonstra que o PS-Madeira tinha razão quando apontou, desde o início, as falhas de execução do Governo Regional”, afirma o parlamentar socialista. “Fica agora claro, com base em números oficiais, que essas falhas de execução não são um detalhe burocrático: significam perda de verbas para a Madeira e menos investimento disponível para a Região”, acrescenta.

O PS afirma que o próprio relatório assume que não se trata de uma mera correcção técnica: há uma diminuição real de projectos e de financiamento destinados ao Serviço Regional de Saúde na Madeira.

“Quando o Governo Regional falha na execução do PRR, o resultado é este: perde-se dinheiro que podia reforçar o Estado social na Madeira e são as famílias, os utentes do Serviço Regional de Saúde e os mais vulneráveis que pagam a factura”, sintetiza Gonçalo Leite Velho. Para o PS-Madeira, é particularmente grave que esta perda de 28,9 milhões de euros em investimento na saúde na Madeira ocorra num contexto de falhas cada vez mais constantes no serviço de saúde da Região.

O partido lembra que, desde o início, tem defendido que o PRR deve ser usado como uma oportunidade histórica para aproximar a Madeira das melhores práticas nacionais e europeias em cuidados continuados, saúde mental e cuidados primários, reduzindo desigualdades territoriais e sociais. Ao permitir e aceitar estes cortes, o Governo Regional falhou na defesa da Madeira e na proteção do direito à saúde dos madeirenses.