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Assembleia Legislativa Madeira

"Administração pública da Madeira está na cauda da digitalização no país"

Foto Rui Silva/Aspress
Foto Rui Silva/Aspress

O deputado Gonçalo Maia Camelo (Iniciativa Liberal) afirmou, esta manhã, no debate sobre Ciência e Tecnologia, que "os últimos dados colocavam a administração pública da Madeira na cauda da digitalização do país" e fez votos para que a Região se torne na "Estónia do Atlântico, por aquele país ser uma referência neste domínio.

O parlamentar liberal defendeu que a estratégia para promover a digitalização da administração pública regional não pode resumir-se a comprar computadores mas antes numa alteração de processos, por forma a que se evitem situações que se verificam ainda hoje, com os serviços públicos a pedirem aos cidadãos documentos que a própria administração pública já dispõe. 

Gonçalo Maia Camelo indicou ainda a "extrema dependência" da ARDITI dos fundos públicos (regionais e europeus), visto que apenas 3 por cento das suas verbas são receitas próprias, por serviços prestados às empresa.

Na sequência desta intervenção, Albuquerque mostrou estar alinhado com as preocupações do deputado da IL. Disse, por exemplo, que na administração pública "podem digitalizar o que quiserem, que a burocracia continua bizantina". Em seu entender, a solução passa por "revogar metade da legislação, que é um massacre". "[Com o actual quadro legislativo] os cidadãos e os políticos estão sempre sob suspeita. O que é fundamental fazer é revogar metade da legislação. Ninguém vai dar por isso e toda a gente vai viver mais feliz", argumentou.

Albuquerque admitiu que o desenvolvimento da ARDITI deverá obrigar a repensar o seu modelo de financiamento., sendo "favorável" à criação de um fundo e também de um mecanismo que permita àquela agência pública negociar com as empresas a colocação no mercado de produtos que resultem do trabalho de investigação.